19 fevereiro 2011

Buscando a Perfeição

Versículo Chave

"E, sobre tudo isto, revesti-vos de caridade,
que é o vínculo da perfeição"
(Colossenses 3.14)

Lição 08 - 20 de fevereiro de 2011

Objetivo da Lição 
  • Mostrar que os dons e as obras ficam sem sentido, sem a presença do amor; e,
  • Mostrar as características do amor verdadeiro.

  • Texto da Lição: 1Coríntios 13.1-13

INTRODUÇÃO
O versículo 1 do texto da lição, inicia dizendo "Ainda que". Isso indica uma possibilidade, ou seja, eu poderia, mas seja lá o que for que eu pudesse realizar, não sendo esta façanha motivada pelo amor, ficaria totalmente sem proveito. O amor é originado em Deus, porque Ele é amor (1Jo 4.8), é a própria essência divina agindo em nós e passa a ser a autenticação das obras perfeitas. Se desejamos desenvolver a nossa salvação, precisamos do amor de Deus operando em nós, para alcançar a perfeição.
1. Para que os dons tenham sentido - Os dons foram distribuídos aos cristãos, com a finalidade de edificar a Igreja. É dado a "cada um", e não somente a um, segundo a vontade do Espírito Santo e não segundo a vontade do crente (1Co 12.11). Infelizmente muitos crentes têm os dons como um fim. Esquecem-se do amor que é o dom "excelente" (1Co 12.31).

O texto em apreço nos adverte que o uso dos dons, sem a presença do amor, é como o som de um gongo ou como o barulho de um sino que não quer dizer nada e não é nada.

2. Para que a generosidade traga benefícios - Algumas atitudes que são chamadas de "caridade", trazem mais malefícios do que benefícios, isto porque são feitas de acordo com o coração humano não transformado. O coração do homem é mais enganoso do que todas as coisas (Jr 17.9), não sai nada que presta do seu interior, se primeiro não for preenchido pelo amor de Deus (Mc 7.21-23). Alguns querem que a trombeta toque cada vez que fizer um "bem", outros querem mil agradecimentos sempre que der ajuda a alguém. Esta falsa caridade que o mundo problema é ilusória. Destruir todos os bens para sustento dos pobres, se não for pela força do amor (ágape), não adianta nada.

 3. Para que os sacrifícios tenham valor - Se morrer pelos outros ou por alguma causa que consideramos justa e boa desse direito à entrada no céu, então os rebeldes (donos do terror) estariam encabeçando a lista dos inscritos no livro da vida. No entanto, sabemos que estão fazendo sacrifício de tolo.

Os sacrifícios que alguns crentes fazem estão nesta categoria: Jejuar, dar assistência a todos os cultos, dizimar etc, porém sem o amor, não tem proveito algum. Até mesmo entregar o corpo para ser queimado, sem amor, não tem valor algum.

VIVENCIANDO AS CARACTERÍSTICAS DO AMOR

 Tudo que o mundo concebe como sendo amor está longe da realidade. Os nossos dicionários trazem conceitos que passam longe da verdade do que seja o amor ágape. De acordo com o texto, podemos ver suas verdadeiras características.

1. O que o amor é - Quem vive no amor de Deus consegue enfrentar os sofrimentos e ainda glorifica a Deus no momento da dor (Ef. 5.20). Sua presença no meio das pessoas sempre faz bem (Rm 12.9; 13.10). Sabe respeitar os limites e os direitos dos outros e vela pela necessidade do seu próximo (Rm 12.13,14).

2. O que o amor não é - Indecente e nem imoral. Não é interesseiro e nem se irrita facilmente, por qualquer motivo. Não exageradamente desconfiado e não guarda rancor. Não se alegra quando alguém faz coisa errada (Rm 1.32). Exclui a inveja (Gl 5.26) e o espírito leviano. Não é soberbo (Tg 4.6,10).

3. O que o amor faz - Alegra-se quando alguém faz o que é certo; nunca desiste dos seus objetivos, porque são corretos e de acordo com a vontade de Deus. Suporta tudo com muita fé, esperança e paciência.

FIRMANDO-SE NA DURABILIDADE DO AMOR

Para continuar a jornada ao céu e alcançar a perfeição, precisamos procurar aquilo que é perfeito. O amor é eterno e maior que tudo. Foi por amor que Deus nos salvou (Jo 3.16); por amor Jesus morreu por nós (Jo 15.12,13); somente pelo amor poderemos fazer a vontade de Deus e do nosso semelhante.

1. Desprendendo-se daquilo que é transitório - "A caridade nunca falha" - Em outras palavras, o amor é eterno e contrasta com as profecias que serão aniquiladas; com as línguas que cessarão; com a ciência que desaparecerá. Todas estas coisas, que tanto nos alucinam e nos prendem, são passageiras; servem apenas momentaneamente, como subsídios para o nosso desenvolvimento espiritual, rumo à perfeição.

2. Deixando a imaturidade - No momento, o nosso conhecimento é em parte, e o que falamos da parte de Deus é apenas um pontinho no Seu oceano. Todas as nossas palavras, emoções e pensamentos são próprios de uma criança espiritual; portanto, precisamos crescer e chegar a ser um adulto espiritual, isso é maturidade (Ef 4.15).

 3. Buscando o que é permanente - O cristianismo é repleto de coisas boas, são as boas novas de Deus: evangelização, discipulado, ceias, ofertórios etc, porém tais práticas encerrarão quando estivermos na presença eterna de Deus. Não haverá mais necessidade de oramos, jejuarmos etc. Teremos no futuro um conhecimento perfeito de todas as coisas. No entanto, de todo o nosso investimento, o maior rendimento teremos naquilo que fizermos pela força do amor, pois é, de todas as coisas, o mais importante e permanente.

CONCLUSÃO

07 fevereiro 2011

Buscando as coisas do Alto

"Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai
as coisas que são de cima, 
onde Cristo está assentado à desta de Deus"
(Colossenses 3.1)

Texto: Colossenses 3.1-16


  1. O desejo de todo crente é o de se manifestar juntamente com Cristo na sua glória. Para isso é necessário que esteja desenvolvendo a sua salvação a cada dia pois, mesmo estando mortos para o pecado e ressuscitados com Cristo, a velha natureza que ainda está em nós, pode se manifestar a qualquer momento, com todos os seus atos maléficos. Então, "buscai as coisas lá do alto" (Cl 3.1 ARA). 
      Para buscar as coisas lá do alto é preciso:

  1. DESPIR-SE DO VELHO HOMEM
          Antes de aceitarmos a Cristo andávamos conforme o curso deste mundo (Ef 2.2), obviamente não devemos continuar vivendo assim, pois já estamos mortos para ele. Por esta razão, Paulo apresenta algumas características da natureza humana que devem ser mortificadas (Cl 3.5,6).
  • Os impulsos sexuais - Ao criar o homem, Deus o dotou de capacidade reprodutiva (Gn 1.27,28 ARA), mas, após a sua queda, a sua natureza ficou corrompida, trazendo-lhe sérios problemas no decorrer da sua história (Gn 6.1-7; Rm 1.26,27).
        Quando Paulo faz menção à prostituição, impureza, paixão, lasciva e desejo maligno, se refere a pecados com características próprias, que se derivaram da natureza do velho homem. Daí a razão de se mortificar tais procedências.
  • A avareza - Muitos vão à igreja, levam convidados para ouvirem a Palavra, porém não conseguem praticá-la por causa da avareza. Isso nos mostra que o apegar-se a ela, é preencher todo espaço pertencente a Deus por esta razão, Paulo a caracteriza como idolatria.
          A Bíblia nos garante que "... a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui" (Lc 12.15). Os que se apegam à avareza, além de não confiarem na supremacia de Cristo, também se afadigam, por não se contentarem com o que tem (Hb 13.5).

  • A desobediência - É a razão da degeneração daquele que foi feito segundo a imagem e semelhança de Deus. Paulo define os que andam no pecado, como filhos da desobediência, e declara que sobre eles há de vir a ira de Deus.
          Desobedecer à Palavra, em busca das coisas terrenas, é subordinar-se ao inimigo de Deus (Ef 2.2). Portanto se "... toda transgressão e desobediência recebeu a justa retribuição, como escaparemos nós, se não atentarmos para uma tão grande salvação...?" (Hb 2.2,3).

       2. DESPIR-SE DOS ATOS DO VELHO HOMEM 

           No primeiro tópico, nos referimos à natureza do homem caído (Rm 3.10,23), no entanto despir-se da natureza não é o suficiente, pois temos que despojar de tudo. Então vejamos a necessidade de nos despimos dos feitos do velho homem.

  • Os malefícios da emoção - A emoção é um estado afetivo, que nos trouxe características do altíssimo, alegria e bem-estar. Com a queda do homem, surgiram as reações pecaminosas, geradas da ira e da cólera.
          A ira, em si mesma, não é pecaminosa e deve ser direcionada ao pecado e nunca ao pecador; assim como fez Moisés (Ex 32.19,20) e Cristo (Mc 11.15-18). Contudo, mesmo tendo a liberdade de senti-la, devemos despojar-nos dela o mais rápido possível para não alimentá-la (Ef 4.26).

  • Os malefícios da coragem - A coragem é o que impulsiona os homens a atos de bravura e ousadia (At 4.29). Mas como se sabe, tanto é usada para o bem, quanto para o mal, como é o caso da malícia e maledicência, pecados extraídos da coragem pelo velho homem.
          Quando os inimigos de Cristo procuravam matá-lo, o medo os impedia (Mc 12.12). Quando a coragem não está em harmonia com as coisas do alto, logo se inicia a desordem; para evitar isto, despojemo-nos desses malefícios.

  • Os malefícios da fala - "Mas, agora, despojai-vos também de tudo: ... das palavras torpes da vossa boca. Não mintais uns aos outros...". Há dois malefícios da fala: palavras torpe e mentira. Sendo o coração pecaminoso, se a fala o externar, isso contaminará o corpo inteiro, pois ela tanto destrói, como é inflamada pelo inferno (Mt 15.18,19; Tg 3.6).
          Se buscarmos as coisas do alto, nossas palavras abençoarão aos que as ouvem (Ef 4.29), pois as palavras maléficas, que acompanham o velho homem, não só o contaminam, como também o impedem de entrar na glória (Ap 22.15).

      3. VESTINDO-SE DO NOVO HOMEM

           As vestes de salvação alegram a alma (Is 61.10) por isso, ao nos eleger para uma nova vida em Cristo, Deus nos concedeu as vestes de eleitos. Porém, para usufruirmos delas, temos que aceitar sua Influência.

  • As atitudes para com Deus - Por tirarem Cristo do seu lugar de honra, os colossenses passaram a viver em conformidade com o mundo. Devido a esta infidelidade, Paulo lhes advertiu "Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados...".
          Para dignificarem o ofício em que foram chamados, os sacerdotes deveriam vestir-se de vestes santas (Ex 28.4). Da mesma forma, assim devem proceder os eleitos de Deus, para que sejam irrepreensíveis em santidade (1Ts 3.13), pois se buscando as coisas do alto, entramos na presença de Deus, então devemos vestir-nos a rigor (1Pe 1.16).

  • As atitudes para consigo - O sistema religioso entre os colossenses era mais egocêntrico que Cristocêntrico. Para sanar esse problema, encontramos três virtudes no versículo 12 do texto deste estudo: "HUMILDADE" para revestir o ego; "MANSIDÃO e LOGANIMIDADE" para revestir o temperamento.
          Por se considerar superior aos demais, o egocêntrico precisa esquecer o seu ego, para pensar nas coisas do alto. Se assim também fizermos, reconheceremos nossas limitações, considerando os outros superiores a nós mesmos; e isso, com toda mansidão e loganimidade (Fp 2.3ç Ef 4.1-2).

  • As atitudes para com o próximo - Associar espiritualidade a cumprimento de regras é dar um grande passo à acepção de pessoas. Cristo pôs um judeu à prova (Lc 10.25-37), sabendo que os tais não se comunicavam com os samaritanos (Jo 4.9).
          Nossas atitudes para com o próximo dependem de mais três vestimentas:
          - MISERICÓRDIA, por triunfar sobre o juízo (Tg 2.13);
          - BENIGNIDADE, por estar sobre os que buscam a Deus (Sl 86.5); e,
          - AMOR, por ser o vínculo da perfeição (Cl 3.14).

CONCLUSÃO

          Como já dissemos, Deus não foi pego de surpresa com a situação do homem após aceitar a Cristo. Porem o homem, se não atentar para as orientações contidas na Palavra de Deus, será pego de surpresa pois, quando menos esperar, estará cometendo os mesmos atos que cometia antes de aceitar a Cristo.

           Se o teu desejo é o de se manifestar juntamente com Cristo na sua glória, então desenvolva a tua salvação a cada dia, observando os meios que Deus te concedeu para tomar posse da coisas do alto. 


    02 fevereiro 2011

    Progredindo Espiritualmente

    Lição 06 - 06 de fevereiro de 2011
    Versículo Chave

    "para que possais andar dignamente diante do Senhor, agradando-lhe em tudo, frutificando em toda boa obra e crescendo no conhecimento de Deus" (Colossenses 1.10)


    Texto: Colossenses 1.9-23

    INTRODUÇÃO

       Uma vez que o desenvolvimento da nossa salvação refere-se a um progresso espiritual, decidimos basear esta lição no motivo da oração de Paulo, que se encontra na Epístola aos Colossenses.

       Conforme Colossenses 1.7-9, Paulo ficou ciente de como as heresias, surgidas na igreja, feriam a magnificência de Deus e interferiam na conduta dos cristãos. Como isso os impediam de se desenvolverem em Cristo, Paulo lhes pronunciou a oração, alistando a verdadeira forma de se progredir espiritualmente.

    I - Cheios do Espírito

        Paulo sabia que o progresso espiritual dos colossenses dependia de alguns requisitos importantes para o seu desenvolvimento, pois como surgira na igreja ensinamentos que atacavam a magnificência de Deus, o espírito deles deveria estar cheio,

        1.  Do conhecimento da sua vontade   - Havia na igreja de Colossos, ensinamento que Deus nunca ordenara e que, por causa desses, muitos já estavam em conformidade com o mundo. Ao ouvir sobre isto, Paulo orou para que esses fossem cheios do conhecimento da vontade de Deus, pois só assim estariam precavidos.

              Nem mesmo o rigor ascético pregado entre eles tinham valor algum contra a sensualidade (Cl 2.20-23 ARA), daí a necessidade do conhecimento da vontade de Deus, que os libertaria da insensatez, alertando-os contra a prostituição (Ef 5.17; 1Ts 4.3). Mas conhecer a vontade de Deus não é o suficiente, pois também devemos praticá-la; fazendo assim, alcançaremos suas promessas e viveremos para sempre. (Hb 10.36; 1Jo 2.17).

        2.   Em toda sabedoria - A instabilidade espiritual dos colossenses os levou a uma religiosidade cega, a ponto de se identificar tanto a hipocrisia dos legalistas quanto o fanatismo dos imaturos, agindo de forma homogênea na igreja. Agora, como identificar o cristianismo autêntico em meio a esse sincretismo religioso?
                   
                  A dificuldade de agir com moderação e julgar com imparcialidade a situação, tornou-se o principal dilema. A solução era estarem cheios de sabedoria  (Tg 3.17), que ajudava a discernir entre o certo e o errado. "E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e não o lança em rosto; e ser-lhe-á dada" (Tg 1.5).


          3.     "Em toda" inteligência espiritual - Mesmo havendo paridade entre sabedoria e inteligência; existe certa distinção entre elas (Ex 36.1; Pv 4.5): com a sabedoria se julga; já com a inteligência se analisa separando a verdade da mentira. Uma outra distinção entre elas, é que "... o temor do Senhor é a sabedoria, e apartar-se do mal é a inteligência" (Jó 28.28).


                    Por faltar-lhes inteligência espiritual, os colossenses aplicavam a Palavra de forma errada, não distinguindo simbologia de doutrina (Cl 2.16,17). Se não des agir assim, enchei-os de inteligência espiritual, a qual tanto é adquirida, como entendida por meio da Palavra de Deus (Sl 119.104).


    II - ANDANDO DIGNAMENTE DIANTE DO SENHOR  

        Se o nosso progresso espiritual depende de um andar digno diante do Senhor, saiba que esse andar refere-se à conduta dos que foram chamados para a salvação (Ef 4.1). E se estamos falando de conduta cristã, esqueça todos os demais recursos e ande conforme o evangelho de Cristo (Fp 1.27).


        1.     Agradando-lhe em tudo - O Evangelho que os colossenses deveriam pregar tinha sido substituído pelo sincretismo religioso, daí, por desviarem a fé do seu verdadeiro foco, que é Cristo, passaram a cultuar os anjos (Cl 2.18) e até a si (Cl 2.23 ARA). E como o nome de Deus não estava sendo louvado, obviamente, não O agradavam.


                 Andar dignamente diante do Senhor é aprovar tudo que lhe é agradável (Ef 5.8-10); mas se a nossa fé não se encontra focalizada nEle, como alcançaremos tal proeza? Portanto, se cremos no evangelho que nos foi confiado, devemos pregá-lo de forma autência, "... não como para agradar aos homens, mas a Deus..." (1Ts 2.4).


         2.     Frutificando em toda boa obra - Quando Paulo expressou o desejo de que os colossenses frutificassem em toda boa obra, sabia que esse fruto tanto se referia ao ato de levar almas para Cristo (Jo 4.36), quanto às virtudes espirituais (Gl 5.22,23). Porém, para produzirem bons frutos, eles deveriam se desligar de tudo que os distanciavam da verdade, para permanecerem ligados em Cristo (Jo 15.2-5).


                   Assim como em Paulo, o desejo de produzir bons frutos deve estar eminente em nossos corações, pois foi para isto que o Senhor nos nomeou (Jo 15.16). Ele não nos chamou para estarmos estagnados, assistindo a outros trabalharem, e sim, para progredirmos e, de tal forma, ajuntarmos frutos para a vida eterna.


          3.     Crescendo no conhecimento de Deus - No tópico I, falamos da vontade de Deus, porém nesse, ressaltaremos a sua natureza. É claro que não há quem conheça Deus na sua essência, o que não deve ser motivo de desânimo. Por não buscarem tal conhecimento, os colossenses tanto deificaram os anjos, como se esqueceram do perdão obtido no passado (2Pe 1.9), lembrado por Paulo mais adiante (Cl 2.13,14).

                   Trocar a razão por artifícios extrabíblicos é abandonar a paz; pois ela nos é multiplicada pelo conhecimento de Deus e de nosso Senhor Jesus Cristo (2Pe 1.2). Desprezar esse conhecimento é vergonhoso e condenável (1Co 15.34).


    III - CORROBORANDO EM TODA A FORTALEZA

          O nosso progresso espiritual é adquirido pelo poder de Cristo em nossas vidas. Paulo orou para que os colossenses fossem corroborados em toda a constantemente evidenciando esse poder.


           1.     Segundo a força da sua glória - Como os colossenses não permitiram que Deus assumisse o controle total de suas vidas, eles enfraqueceram tanto que a evidência de Cristo já não estava mais presente. Pois eles agiam "... conforme a tradição dos homens, conforme os rudimentos do mundo e não segundo Cristo" (Cl 2.8).


                    A expressão "força da sua glória" é uma referência ao Espírito Santo orando no homem (Ef 3.16). Embora isso nos traga prazer nas coisas espirituais, logo se trava uma batalha em nosso interior (Rm 7.22,23). Mas se você deseja oferecer o melhor de si a Deus, permita que ele o faça por intermédio do seu Espírito. "Porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar..." (Fp 2.13 ARA).


           2.      Em toda a paciência - Através de uma análise histórica e geográfica, vemos que os colossenses sofriam uma forte influência do misticismo oriental. Como a cidade ficava na rota principal do comércio, isso a transformou em um local turístico, onde cada pessoa que ali passava, deixava, resíduos de suas crenças. Obviamente, essa é uma das principais estratégias das trevas.


                    Não se sentir atribulado com isso, é estar longe de evidenciar progresso espiritual pela paciência (Rm 5.3), pois é ela que nos capacita a suportar as aflições desta batalha (Ef 6.12).


           3.      "Em toda" longanimidade - Toda religiosidade opressora associa progresso espiritual à infelicidade; enquanto que a Bíblia nos assegura que, na presença do Senhor, há abundância de alegria (Sl 16.11). Porém, para exibir espiritualidade, os colossenses muito investiam na aparência, por meio de atos penosos (Cl 2.20-23).


                      Longanimidade é um ato generoso, exercido com alegria e não com tristeza. Ao incluí-la em sua intercessão, Paulo vai de encontro à religiosidade hipócrita dos colossenses, visto que deveriam "Servir ao Senhor com alegria..." (Sl 100.2).


    CONCLUSÃO

           Após discorremos sobre a profundidade da oração de Paulo, na qual importantes instruções nos foram passadas; façamos uma análise da situação em que nos encontramos pois, por falta de fidelidade a Deus, muitos têm comprometido o seu crescimento espiritual, trocando a Cristo por coisas insignificantes deste mundo.
              Portanto, permita que o Senhor venha a ser o seu verdadeiro foco da adoração e conduta pois, procedendo desta forma, alcançarás maturidade espiritual. Agindo assim, evidenciaremos o poder de Cristo em nossas vidas, "dando graças ao Pai, que nos fez idôneos para participar da herança dos santos na luz".