24 outubro 2011

IV – Crescimento Bíblico – Reflexão nos Salmos – Deus é o nosso auxilio



Versículo Chave
“Dá-nos auxilio na angustia, porque vão é o socorro do homem”
(Salmo 60.11)
Texto: Salmo 30

Reflexão

"Esse salmo se refere ao pecado de Davi quando solicitou ao Profeta Gada que fizesse a contagem de todos os homens de Guerra. Satanás armou a cilada contra o servo de Deus. Por causa dessa atitude, Deus enviou pestes sobre Israel durante três dias, no qual 70 mil israelenses vieram à morte em virtude da peste. Foi a pior e terrível experiência que Davi teve em sua vida.

Sofrendo com o pesado julgamento de Deus, Davi ora ao Senhor pedindo misericórdia (1Cr 21.17). Deus ouve a oração de seu servo o qual o livra das tenebrosas profundezas do poço da morte no qual tinha caído. Seus inimigos ficaram furiosos ao saber que Davi ainda vivia, pois esses esperavam que o seu Deus o houvesse destruído.

O salmista faz gratidões a Deus e convida para que todos os homens piedosos oferecessem ações de graças ao Senhor, porque o Senhor esta sempre pronto a conceder seu grandioso favor ao seu povo.

O salmista relembra mais uma vez o período critico de sua vida passada, quando Deus o livrou de sua morte eminente e diz essas frases “Eu, me senti seguro e pensei: ‘Não vacilarei jamais’”.

Temos o fato certo de que Deus respondeu as orações de Davi sobre a sua tristeza e que o alegrou de todas as suas angustias.”

Introdução do Estudo Salmo 30

Quem já passou pela experiência de ter sido amparado na hora da dor e socorrido no momento em que pensava que não haveria mais saída, ou ter sido livre de algo terrível no momento mais critico, sempre terá gravado em sua memoria os momentos de angustia e os momentos de alivio e alegria contagiante, instalados no coração, pelo impagável favor recebido. Nesses momentos, somos tomados por sentimento de gratidão pelo que recebemos. Esses sentimentos alcançaram o estrangeiro samaritano, que foi limpo da lepra pelo Senhor Jesus e voltou para agradecer pelo que tinha recebido (Lc 17.15,16).

Nesta lição somos chamados a exercitar nossa fé, confiança e gratidão por tudo que nos acontece (1Ts 5.18) e reconhecer que Deus e o nosso auxilio bem presente:

I - Ele livra e cuida daqueles que o tem como Senhor

Reconhecer Deus como Senhor em nossa vida é confessar que dependemos Dele em todas as circunstâncias, pois Ele nos liberta das cadeias do pecado e determina um tempo para terminar nossas lutas.

Assim diz o Salmista "Senhor, fizeste subir a minha alma da sepultura; conservaste-me a vida para que não descesse ao abismo". E sempre bom lembrar de onde Deus nos tirou, de onde fomos resgatados (Sl 40.1,2); e que se hoje chegamos até aqui é porque Ele, por meio do Espírito Santo, tem nos orientado e cuidado de nós. O Senhor tem nos dado livramento que nem sequer podemos imaginar ou mencionar (Sl 91.7).

Devemos render graças ao Senhor Deus a todo momento, pois fomos salvos e libertos da nossa va maneira de viver (1Pe 1.18) e recebemos perdão, paz e liberdade para vivermos da forma como Ele nos designa (Jo 8.3-11).

Independente de quais sejam nossos problemas ou angustias, eles não durarão para sempre, pois temos a promessa de que o amanhecer nos trará alegria e também o favor do Senhor que dura a vida inteira (v 5b). Sabemos que muitas lutas vivenciadas duram anos a fio, mas o período no "deserto" serve para o nosso aprendizado, para polir nosso "ego" e fazer com que analisemos melhor nossas prioridades e valores, quem sabe, até mesmo, lapidar nosso caráter.

Muitas vezes nos mesmos somos responsáveis em "retardar o amanhecer". Com nossas reclamações e insatisfações com tudo e com todos, nos distanciamos do que Deus tem para nos entregar. Tomemos como exemplo de demora para receber algo, o povo de Israel que, ao sair do Egito, ficou por 40 anos no deserto por causa de suas murmurações.

II - Nele esta a nossa segurança

Segurança é tudo que o mundo não oferece hoje aos que nele confiam. A segurança publica falha, a saúde publica, o governo etc. Segurança total só em Deus.

Somente o Senhor é fonte de refúgio e segurança e podemos constatar isso em Jeremias 17.5 diz: "Maldito o homem que confia no homem...". Este "homem" não está se referindo somente ao nosso próximo, mas a nós mesmos. Quando a pessoa confia que pode realizar algo por seus próprios meios, com certeza se deparará com a desilusão (Pv 16.18), pois tudo que somos, ou possuímos, está debaixo da permissão e vontade do Senhor. Deus possui o controle e tudo e somente nEle devemos depositar nossa confiança e ficar seguros. "E melhor confiar no Senhor do que confiar no homem" ( Sl 118.8).

Por meio da confiança em Deus, nossa fé é provada. Foi o que aconteceu com o Salmista quando passou por uma experiência decrescente, onde a situação confortável que vivia foi-lhe tirada e isso o desequilibrou profundamente (v 6). Isso aconteceu pelo fato de Davi ter se sentido seguro em si mesmo e de ter se tornado orgulhoso devido suas posses (riquezas), poder e fama. Ao receber a correrão vinda do alto, reconheceu que Deus é quem o mantém de pé, e com um ato de humilhação e reverência a Ele, exercita sua fé.

Estamos propícios a errar, tropeçar e até cair, mas se nos humilharmos diante do Senhor, pedindo perdão pelos nossos pecados, arrependendo de todo coração e mudando de atitude, Deus nos dará segurança e firmará os nossos pés na rocha e seremos como a árvore plantada perto de ribeiros de águas, e daremos fruto no tempo apropriado (Sl 1.3).

III - Deve ser um imperativo a nossa gratidão a ELE


Gratidão é um senso de reconhecimento que é o Senhor que tem feito todas as maravilhas em nossa vida: "Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e não te esqueças de nenhum de seus benefícios " (Sl 103.2).

É comum ouvir e presenciar, que a bonança faz com que nos esqueçamos de Deus e que as dificuldades nos fazem achegar a Ele. Mesmo não sendo uma regra, esta afirmação pode ser verificada quando o salmista confiou em seu próprio poder (v 6), não somos diferentes de Davi. Quando nos voltamos a nós mesmos, nos distanciamos de Deus (v 7). Mas pode-se crer em uma coisa e torná-la como regra quando nos humilhamos e nos voltamos para Deus. Ele é é fiel e justo para nos perdoar e nos colocar de pé.

Precisamos reconhecer que tudo está no controle do Senhor e demonstrarmos gratidão a Ele, até nos momentos mais difíceis, pois há propósito nisso e são nestes momentos que somos tratados e moldados, conforme a vontade de Deus "Como o ferro é moldado pelo fogo na bigorna, assim também, no fogo do sofrimento e sob o peso das provações, nossa alma adquire o formato desejado por Deus". Madeleine Sophie Barat.
No versículo 10 do texto que estamos estudando podemos ter certeza de que Deus ouve e responde nossas orações. O salmista ora e clama ao Senhor, depositando nEle toda sua angústia e dor. Davi sabia a quem estava implorando "...ouve, Senhor, e tem piedade de mim...". A seguir, inicia dizendo que o Senhor ouviu sua oração e já respondeu, pois, converteu seu pranto em alegria (v 11). Não se sabe quanto tempo Davi esperou para dizer que obteve a resposta do Senhor e nem quanto tempo levou para que Ele convertesse o seu pranto em festa, mas temos um relato de gratidão tão intenso que Davi queria que os outros também participassem com ele do mesmo sentimento por Deus ter respondido às suas orações.

Deixemos Deus colocar esta alegria em nosso coração e transcender as barreiras de falta de perdão, individualismo, inveja e falta de fé. Sejamos gratos a Deus, crendo que Ele ouve e responde às nossas orações.

Conclusão

Mesmo um homem segundo o coração de Deus (At 13.22) pode cometer erros; se tornar orgulhoso; cometer muitos pecados, mas a benignidade e misericódia do Senhor duram para sempre. Devemos ser gratos a Deus por tudo. Os motivos para adorá-lo são infinitos. Ele demonstrar Sua misericórdia quando perdoa o pecador, e mostra Seu poder quando protege o justo. Para o homem que é resgatado, é evidenciado um sentimento e um mover de adoração a Deus. Seu prazer em mostrar aos outros sobre a bondade, a grandeza e a beleza do Senhor é incontido e transbordante: "Regozijai-vos no Senhor, vós, justos, pois aos retos convém o louvor" (Sl 33.1).

Questionário:

1 - Você reconhece o agir de Deus nos momentos bons e ruins de sua vida?
2 - Se estiver passando por um problema, você crer que é o Senhor que pode te ajudar?

III - Crescimento Biblico - Reflexao nos Salmos - Deus e o nosso Pastor


Versículo Chave

"Eu sou o bom Pastor, e conheço as minhas ovelhas, e das minhas sou conhecido"
(João 10.14)

Texto: Salmos 23

Introdução

Na vida crista e muito importante que tenhamos Deus como nosso Pastor, se não for assim, nem poderemos designá-la como tal.

Quando aceitamos Jesus, o aceitamos como Salvador e Senhor, ou seja, estamos concordando com a condição de servos. Somo-nos as ovelhas e Ele, o Pastor.

I – Nos da direção (vv 1-3)

Para uma ovelha e fundamental a presença de Seu Pastor, para que o mesmo lhe de direção e a guie. E fato que as ovelhas não enxergam completamente, mas elas ouvem muito bem. Portanto, devem conhecer a voz do seu pastor para que, quando estiver indo por caminho perigoso, possa ouvir a repreensão e, assim, não cair em ciladas.

Como ovelhas de Jesus Cristo, temos por obrigação conhecer a sua voz (Jo 10.27), ter intimidade com ele. Mas quando fazemos isso?

1º) Quando o buscamos

Não ha maneira mais clara e não existe outra forma de conhecermos nosso Pastor e ter intimidade com Ele que não seja buscando-o (Jr 29.13). Mas o que seria buscá-lo? E preciso abrir Mao do meu "eu", não apegar-se as coisas deste mundo, porque onde estiver o nosso tesouro, ali estará o nosso coração (Lc 12.34). E atentar para as coisas que são do interesse de Deus, como, por exemplo: orar, jejuar, ler a Bíblia, participar das atividades da Igreja etc. Portanto, para que o nosso Pastor nos guie, temos que conhecer a Sua vontade para nossas vidas (Rm 12.1,2).

2º) Quando andamos em justiça

Precisamos andar em justiça, e isso significa andar com Deus, lado a lado (Hb 11.5; 7). E andar no caminho Dele. Como podemos esperar que Ele nos guie, se a nossa vida não condiz com Seu padrão estabelecido nas Escrituras Sagradas, como podemos esperar se somos falsos com relação ao nosso testemunho, se dizemos que fazemos isto ou aquilo, e praticamos algo totalmente diferente diariamente, então estamos completamente fora do plano de justiça do Senhor.

II – Nos da proteção (Vv 4, 5)

Uma das principais funções de um pastor frente a sua ovelha e protegê-lo dos diversos perigos, como ataque de feras, como fez Davi, quando veio sobre o rebanho um Leão e também um urso. Davi os feriu, resgatando assim a ovelha de sua boca (1Sm 17.34-36). Assim, também, faz o nosso Pastor (Jo 10.11-15). Livra-nos diariamente das astutas ciladas do diabo, nosso inimigo, que vive ao nosso redor, rugindo como um leão, procurando a quem possa tragar (1Pe 5.8). Mas, para ter a proteção de nosso Pastor, temos que atentar para dois fatos importantes:

1º) Não devemos temer o mal

Deus não quer compromisso com covardes. Apocalipse 21.8 diz que a recompensa do tímido (uma expressão que significa covarde) será o lago que arde com fogo e enxofre, ou seja, a segunda morte. Devemos ser corajosos, sem olhar para as circunstancias. Mas e claro que, também, não devemos confiar em nos mesmos (Jr 17.5), ate mesmo, porque nada somos (Gl 6.3). Devemos sim, confiar em Deus, como fez Daniel, que assentou no seu coração não se contaminar com a porção do manjar do rei (Dn 1.8). Mesmo sabendo do edito real, que seria lançado na cova dos leões, quem fizesse petição a qualquer deus ou homem a não ser ao rei Nabucodonosor. Daniel não acovardou, antes se prostou diante do Seu Pastor e orou como dantes fazia, e assim teve a proteção que o livrou da boca dos leões (Dn 6).

2º) Devemos confiar Nele

Quando depositamos a nossa confiança em Deus, em outras palavras estamos admitindo que somos fracos e que Ele e forte (isso e agradável a Deus). O Senhor resiste ao soberbo e diz, na Sua Palavra, que ela precede a ruína (Pv 16.18a). Devemos tomar o exemplo de Davi, que sendo apenas um frágil menino, confiou em Deus lutando com o gigante filisteu, vencendo-o no nome do SENHOR dos Exércitos, o pastor de Israel (1Sm 17.45-50).

III – Nos da salvação (V 6)

Se tivermos Deus como o nosso Pastor, a nossa salvação estará garantida (Jo 10.28). Este será o grande premio que Ele nos reservou: Uma nova terra com pastos verdejantes (Jo 10.9) e águas tranqüilas, onde estaremos livres de todo o mal. Ali viveremos para sempre em paz.

Como podemos ter certeza disso?

1º) Por causa de sua bondade

No evangelho de Mateus, capitulo 7 e versículo 11, esta escrito: “Se, vos, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, quanto mais o vosso Pai, que esta nos céus, Dara bens aos que lhe pedirem?” Deus e bom e, por isso, nos concede a salvação, que e uma coisa boa. Diz a Escritura: “Mas, como esta escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem são as que Deus preparou para os que o amam” (1Co 2.9).

2º) Por causa de sua misericórdia

Muitas vezes, cometemos algo errado, então logo pensamos: “Não faço mais parte do rebanho do Senhor”. Mas o nosso Bom Pastor vem com a Sua imensa misericórdia e nos oferece perdão, mediante sincera confissão (1Jo 1.9), nos tranqüiliza, mostrando que ainda somos ovelhas do Seu pasto (Sl 100.3). A Sua Palavra nos garante que a Sua misericórdia se renova a cada manha (Lm 3.22,23). Somos exortados a não pecar, apesar de temos um Advogado que nos defendera, caso fracassemos (1Jo 2.1). O Senhor e bom e a sua misericórdia dura para sempre.

Conclusão

Se tivermos o Senhor como o nosso Pastor, só teremos a ganhar, pois Ele cuida de nos em todos os aspectos, “nada nos faltara”. Mas vale lembrar que na vida crista nem tudo são flores, existem os espinhos também. As lutas virão, mas, se segurarmos na Mao do Pastor celestial, sairemos vitoriosos. Se não abandonarmos, Ele nunca nos abandorara.

Questionário:

1 – O que e andar em justiça?

23 outubro 2011

II - Crescimento Bíblico - Reflexão nos Salmos - Deus é o nosso Criador

DEUS É O NOSSO CRIADOR

Versículo Chave

"Eu sou o SENHOR, vosso Deus, o Criador de Israel, vosso Rei"
(Isaías 43.15)

Texto: Salmos 8

INTRODUÇÃO

O Cristianismo, teoria que explica a origem de tudo por meio da criação divina, contrapõe-se à chamada evolução espontânea - teoria da evolução das espécies, criada por Charles Darwin: EVOLUCIONISMO.

O intuito desta aula, primeiramente, será reafirmar a criação vinda do Senhor (tanto de forma bíblica como secular), a qual proclama Sua majestade e, ainda, mostrar o contraste de Deus, o criador, com o ser humano, criatura tão ínfima, e que se tornou beneficiada com as responsabilidades impostas por Deus com relação à sua criação.

1. A CRIAÇÃO PROCLAMA SUA MAJESTADE (V 1-3; Sl 19.1)

No Salmo 19.1 diz: "Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos." (ARA). Depara-se, então, com notáveis testemunhas de Deus, céus e Terra, onde ambos, silenciosamente, ensinam e confirmam a grandeza da majestade divina.

a. O nome do Senhor se faz conhecido por sua criação (v 1)

Iniciado por Charles Robert Darwin, o evolucionismo, conjunto de pesquisas ocorridas no século XIX, procurou estabelecer um comparativo entre espécies que viviam em diferentes regiões. Após várias análises firmou-se a tese de que o homem e o macaco teriam surgido da mesma matéria, e tudo teria vindo do acaso. Em contra partida, o CRIACIONISMO - a magnífica criação do Senhor - em vez de dar o mérito da existência de todas as coisas ao acaso, realça a glória de Deus, proclamando e fazendo conhecido o seu nome por toda Terra.

b. A majestade divina revelada nos céus (v 1b; v 3)

Quando se analisa a grande dimensão da Terra em comparação aos céus, percebe-se que o planeta é tão pequeno que se torna praticamente invisível em relação às outras estrelas. Comparando-se o Sol à Terra, esta é 1.300.000 vezes menor do que aquele. Deve-se lembrar que o Sol é apenas uma estrela anã, pois, em nossa galáxias têm bilhões de estrelas e ainda existem outras centenas de bilhões de galáxias. Este foi o motivo pelo qual Davi falou que Deus havia posto sua glória no céu, pois ao criar tudo isso, não há possibilidade de se atribuir a sublime obra da criação à causalidade.

c. A sublimidade de Deus por intermédio das crianças (v 2)

O vocábulo força, aqui, segundo os teólogos, sugere louvor, pois em Mateus 21.16, Jesus afirmou: "... Da boca de pequeninos e crianças de peito tiraste perfeito louvor". Até o choro de um recém-nascido pode ser uma expressão eloquente de louvor a Deus. Isso ensina aos homens a confiança das crianças em Deus e o louvor sem dúvidas ou reservas; mas muitos, à medida que envelhecem, encontram cada vez mais dificuldades para fazê-lo. As crianças, por meio do seu louvor, de forma simples e singela, proclamam a majestade do Senhor.

2. O CONTRASTE DO CRIADOR COM A CRIATURA (Vv 4-9)

Como um ser humano que tem início e fim pode entender um Deus eterno? E como compreender a infinidade divina, sendo um ser finito e limitado? É neste pondo que Davi interroga, pois diante da realiza do Pai e a magnificência de sua criação "... que é o homem para que dele te lembres?". Eis os contrastes entre Deus e o homem nesta passagem:

a. A imensidão do universo e a pequenez do homem - "... que é o filho do homem para que o visites?" (Vs 3, 4)

O Antropocentrismo, ou seja, a concepção que considera o homem como o centro do universo, cai por terra diante dessa passagem. Deus é o centro de todas as coisas, e sua criação testemunha isso Infelizmente, hoje, o ser humano não se lembra de sua pequenez e volta suas atenções apenas para si mesmo, de forma egocêntrica, esquecendo-se de que o Senhor é o Criador e não a criatura.

b - A soberania do Criador (v 5)

Deus é soberano para fazer o que quiser. A Palavra diz: "Contudo, pouco menor o fizeste do que os anjos e de glória e de honra o coroaste". Ao passo que o homem tem somente a autonomia dada por Deus para fazer algo, o Soberano pode o que bem entender: criou o homem pouco menor do que os anjos, mas no original propósito dEle, o destino da humanidade é melhor do que o dos seres celestiais. Cristo não se propôs a morrer por anjos caídos, mas por homens caídos. Assim como o Senhor criou o homem como bem quis, não há limites ou dificuldades diante da autoridade suprema do Senhor.

c. A responsabilidade do homem sobre a criação de Deus

Os seres humanos recebem autoridade para administrarem, cuidarem da terra. Diante disso, veio uma grande responsabilidade, mas também um imenso privilégio. Administrar o que é propriamente seu não é tão complexo pois, no decorrer do tempo, o sentimento de conquista traz a consciência de cuidado; porém, não é com tanta frequência que alguém entrega o que é seu para outrem cuidar. Mas foi exatamente isso que Deus fez. Após terminar a criação, a entregou nas mãos de Adão e Eva (Gn 1.28-30). Davi também recordou  isso e disse: "Deste-lhe domínio sobre as obras da tua mão e sob seus pés tudo lhes puseste". Deus, como criador, entregou sua obra de arte aos cuidados de sua criatura.

CONCLUSÃO

Não se pode dar margem às dúvidas de que Deus seja o nosso Criador. A teoria da evolução é apenas teoria. Os céus gritam, testemunhando a bela obra de arte divina. A Terra anuncia as bênçãos que o Senhor reservou à humanidade. A criação do homem por Deus é sublime e o seu cuidado por cada ser é maravilhoso. Diante de Deus, nada somos, mas Ele nos privilegiou com a mordomia de sua criação. Como exclamou Davi: "Ó Senhor, Senhor nosso, quão admirável é o teu nome sobre toda a terra!".

Questionário:

1 - Como é que a natureza anuncia que Deus é o Criador?
2 - Por que a Bíblia diz que das crianças sai o perfeito louvor?
3 - Quando é que o homem passa a ser dominado pela natureza, ao invés de dominá-la?

16 outubro 2011

Celebrai 2011

A Igreja Sede do Gama, Distrito Federal, realizou nos dias 13, 14, 15 e 16 de outubro de 2011, o segundo maior evento em seu ministério, cujo tema: "Para que todos sejam um", nos dando o sentido afirmativo de como devemos nos unir e celebrar com muita alegria uma comunhão plena com o Pai, o Filho e o Espírito Santo, entre os irmãos.
Para termos uma comunhão com Deus é preciso haver compartilhamento entre os cristãos. Algo com que venhamos entender criteriosamente o sentido de como ele elevou a nossa condição por meio da morte e da ressurreição de Cristo (Ef. 2.4-7).
Aqueles que têm comunhão com Cristo devem desfrutar da mesma comunhão com outros crentes.
Uma participação que deve ilustrar a natureza do próprio Deus (Jo 13.35; Ef. 5.1-2; 1Jo 1.5-10).

Confira acessando o site da ADGO abaixo:
 http://www.adgo.com.br

14 outubro 2011

I - Crescimento Bíblico - Reflexão nos Salmos - Deus é o nosso Escudo

APRESENTAÇÃO


REFLEXÕES NOS SALMOS.
Estudaremos a partir do Salmo 3 dos 150 capítulos em toda sua extensão.

  • Se empenharmos em buscar diligentemente no seu conteúdo as verdades para o nosso enlevo espiritual, certamente encontraremos um rico tesouro, pois foram escritos em forma de cânticos, expressando o sentimento mais profundo da alma dos escritores inspirados por Deus. São livros que escondem, na sua linguagem, ensinos profundos. Neles, revela-se a Pessoa bendita de Jeová e mostra-nos claramente seus atributos.

  • O nosso desejo sincero é que todos os leitores desta revista "Crescimento Bíblico" usufruam ao máximo das bênçãos daquele que é o nosso escudo, Criador, Pastor, auxilio, Senhor, abrigo, júbilo, bênção, louvor, rocha , Rei e sustento.

DEUS É O NOSSO ESCUDO

Versículo Chave

"A nossa alma espera no SENHOR; ele é o nosso auxílio e o nosso escudo"
(Salmo 33.20)

Texto: Salmos 3

INTRODUÇÃO
  • Os salmos são cânticos que expressam a grandeza de Deus. Alguns deles narram seus feitos na história de Israel, falam de seus atributos e convidam ao louvor e adoração por aquilo que Ele é. veremos nesta primeira lição, onde Deus se revela  como nosso Escudo:
 I - AS ADVERSIDADES DO CRISTÃO - Salmo 3.1,2
  1. Não se deve esperar que cessem, apenas que se multipliquem - v 1:
  • "Senhor, como se têm multiplicado os meus adversários! São muitos os que se levantam contra mim".

O salmista, ao falar das intempéries, usa a palavra multiplicação, ou seja, amanhã não cessarão as perseguições enfrentadas hoje, pelo contrário, aumentarão.

No Salmo 27.5, o salmista menciona um mau previsível: "no dia da adversidade...". Ele não fala de algo acontecido no passado, mas daquilo que tem possibilidade de acontecer. É o "dia mau" de Efésios 6.13. No entanto, revela que o socorro divino também é garantido. Ele diz: Deus "me esconderá no seu pavilhão; no oculto do seu tabernáculo me esconderá; pôr-me-á sobre uma rocha".

Jesus nos preveniu de que no mundo teríamos aflições (Jo 16.33). Outros textos nos afirmam que "... por muitas tribulações nos importa entrar no Reino de Deus" (At 14.22) "e também todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições" (2Tm 3.12). Mas o que nos conforta são as Palavras de Jesus: "Tende bom ânimo". (Ler Mateus 5.11,12).

2. Não se deve aceitá-las como resposta final - v 2:
  • "Muitos dizem da minha alma: Não há salvação para ele em Deus"
Todos os dias ouvimos palavras desanimadoras. O diabo, o mundo e a carne tentam extrair nossa fé. As acusações são muitas: "Como com ferida mortal em meus ossos, me afrontam os meus adversários, quando todo o dia me dizem: Onde está o teu Deus?" (Sl 42.10). Sem causa e sem conhecimento algum, afirmam "não há salvação para ele em Deus". No entanto, todos os dias e todos as horas, podemos ouvir a bondosa voz do Senhor nos animando. (Ler Rm 8.31-39) e confirme.

II - A CONFIANÇA DO CRISTÃO - Salmo 3. 3-6


  1. Apesar dos tenazes ataques temos o Senhor como Escudo - v 3:

  • "Mas tu, Senhor, és um escudo para mim, a minha glória e o que exalta a minha cabeça".

O escudo é uma arma defensiva, portanto, ter o Senhor como tal é ter um amigo salvador que nos socorre na hora do perigo e nos momentos de crise. As vezes precisamos chegar ao fundo do poço para aprender a obedecê-lo, no entanto, se clamarmos pelo Seu nome, imediatamente nos ouvirá: "Na minha angústia, clamei ao Senhor, e ele me respondeu, do ventre do inferno gritei, e tu ouviste a minha voz" (Jn 2.2).

    2. Apesar das dificuldades que nos assolam podemos dormir em paz - v 5:
  • "Eu me deitei e dormi; acordei, porque o Senhor me sustentou".
Davi escreveu este salmo fazendo menção à perseguição do seu próprio filho Absalão. Evidentemente que para um pai ou mãe a dor se torna maior quando o inimigo é o seu próprio sangue, como neste caso. Mas ficamos impressionados com as palavras do salmista que em meio às agruras, diz que se deitou e dormiu tranquilamente com o sustento do Senhor.

Que maravilha! Mesmo diante de tantas dificuldades "Em paz também me deitarei e dormirei, porque só tu, Senhor, me fazes habitar em segurança" (Sl 4.8). Medo é uma palavra que não existe no dicionário do cristão que confia no Senhor de todo o coração (Pv. 3.5; Sl 3.6).

III - A DEFESA DO CRISTÃO - Salmo 3.7,8

A nossa defesa não vem dos homens poderosos, porque eles mesmos não podem garantir por suas vidas. Não colocamos a nossa confiança no dinheiro ou nos bens, pois são coisas efêmeras. Não depositamos esperança na carne, já que somos como a erva que nasce e morre num só dia. Então, onde está a nossa defesa?

    1. Ao menor sinal de perigo Ele vem em nossa defesa - v 7:
  • "Levanta-te, Senhor; salva-me, Deus meu, pois feristes a todos os meus inimigos nos queixos; quebraste os dentes aos ímpios".

A expressão que temos aqui é bastante forte. Murro no queixo é nocaute certo, e dentes quebrados com um soco desnorteia qualquer um. Isso revela um combate ferrenho que o Senhor efetua por nós: "... a peleja não é vossa, senão de Deus... Nesta peleja, não tereis de pelejar; parai, estai em pé e vede a salvação do Senhor para convosco" (2Cr 20.15; 17).

Estando nós na presença do Senhor, ninguém poderá nos resistir (Jr 1.5), pois somos a "menina dos seus olhos" (Zc 2.8).

    2. Em qualquer situação Ele nos salva - v 8 :

  • "A salvação vem do Senhor; sobre o teu povo seja a tua bênção".
O salmo não especifica do que é que o Senhor nos salva. Pelo que deduzimos, trata-se de um salvação plena, ou seja, Ele nos salva em qualquer e de qualquer situação. Permite que passemos pelo fogo e pelo "vale da sombra da morte", mas está sempre conosco. Portanto, com alegria tiremos águas da fonte da salvação! (Is 12.3).

Queridos, concluímos dizendo que Deus é o nosso escudo, se tão somente nos refugiarmos Nele. Escudo de proteção, escudo que nos salva.

Louvado seja o Seu santo nome, que nos livra de todos os nossos adversários, embora tenhamos de enfrentá-los todos os dias. Mas somos vitoriosos em todas as circunstâncias.


Para debate e avaliação:

1. O que fazer quando as pessoas tentam nos abater com palavras derrotistas?
2. De que maneira o Senhor derrota os nossos inimigos?
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12 outubro 2011

Dinamica na Escola Dominical

Extraido do blog

EnsinoDominical.com – o blog da ebd

 

A Palavra de Deus que transforma

Objetivo: Fazer o grupo refletir de que forma assimilamos a PALAVRA DE DEUS em nossas vidas.
Material: uma bolinha de isopor, um giz, um vidrinho de remédio vazio, uma esponja e uma vasilha com água.

Descrição: Primeiro se explica que a água é a palavra de Deus e que o objeto somos nós, depois se coloca a água na vasilha, e alguém mergulha o isopor, após ver o que ocorre com o isopor, mergulhar o giz, depois a vidro de remédio e por último a esponja. Explicar que a água é a Palavra de Deus e os objetos somos nós. Dê um objeto para cada pessoa.

Colocar 1º a bolinha de isopor na água. Refletir: o isopor não afunda e nem absorve a água. Como nós absorvemos a Palavra de Deus? Somos também impermeáveis?

Mergulhar o giz na água. Refletir: o giz retém a água só para si, sem repartir. E nós?

Encher de água o vidrinho de remédio. Despejar toda a água que ele se encheu. Refletir: o vidrinho tinha água só para passar para os outros, mas sem guardar nada para si mesmo. E nós ?

Mergulhar a esponja e espremer a água. Refletir: a esponja absorve bem a água e mesmo espremendo ela continua molhada.

Iluminação Bíblica: Is 40,8 ; Mt 7,24 ; 2Tm 3,16