14 março 2011

Conservando firme a confiança

Versículo Chave

"Porque nos tornamos participantes de Cristo, se retivermos firmemente o princípio da nossa confiança até ao fim" (Hebreus 3.14)


 

Objetivo da Lição
Mostrar que a nossa confiança está baseada na morte vicária de Cristo;
Lembrar que nunca devemos ter um coração incrédulo, para não perder a esperança

Leitura da Palavra
Hebreus 3.1-19
INTRODUÇÃO

O autor da epístola aos Hebreus, buscando admoestar os crentes da igreja cristã nascente a serem fiéis a Cristo e a considerá-lo como "SUMO SACERDOTE DA NOSSA CONFISSÃO" e a conservarem firme a confiança, lembra aos seus leitores que algumas pessoas do povo escolhido que viveram experiência no deserto, não puderam entrar na terra prometida por causa da incredulidade (Hb 3.19). 

CRISTO FOI FIEL À SUA MISSÃO

  • Jesus veio a este mundo com uma missão: salvar o pecador (1Tm 1.15) e interceder por ele diante de Deus, como Sacerdote fiel (Jo 217.9). Graças à sua fidelidade, fomos alcançados por sua obra redentora no calvário.
1. Cristo fiel Sacerdote - O escritor aos Hebreus admoesta os cristãos a que considerem Jesus como fiel sacerdote de nossa confissão (v.1), sempre pronto a interceder por nós (Hb 10.21), se tão somente conservarmos nele uma firme confiança. Ele é apresentado, também, como alguém "digno de tanto maior glória do que Moíses" (Hb 3.3).
2. Cristo nos constituiu casa espiritual - Por sua fidelidade, Jesus nos salvou e nos tornou casa espiritual (Hb 3.6). A palavra "casa" é apresentada como uma metáfora no tocante ao povo de Deus, a Igreja, que somos nós e, apesar de todas as nossas imperfeições, por meio da graça, nos constituiu habitação do seu Santo Espírito (1Co 6.19,20). A condição para que sejamos "casa" do senhor é que tão somente conservemos "firme a confiança e a glória da esperança, até o fim".
CRISTO FOI FIEL AO NOS AVISAR
 Por intermédio de sua palavra, Jesus nos traz um solene aviso sobre o que aconteceu com o povo de Israel no deserto (Sl 95.7-8), que provocou a Deus ali e lá mesmo recebeu a punição que os fez perecer.
1. Ele nos avisa por meio do Espírito Santo - O Espírito Santo é ou outro Consolador que veio para nos guiar em toda a verdade (Jo 16.13). Por ele, o Senhor nos avisou sobre a necessidade de nos mantermos fiéis, de coração aberto para sua operação em nós . Devemos estar atentos a esta voz, que é significativa e oportuna para nós em nosso tempo, pois há crentes insensíveis, em todos os sentidos, com suas consciências cauterizadas (1Tm 4.2).
2. Ele nos mostra o exemplo de Israel - Ao salmista, o Senhor mostrou como Israel provocou a Deus (Sl 78). O escritor aos Hebreus confirma o péssimo exemplo de Israel ao nos exortar sobre a fidelidade de Cristo, para que jamais façamos como fez, "tentando ao Senhor" em sua obstinada desobediência, deixando de conservar a firme confiança (1Co 10.1-12; Hb 3.17-19).


CRISTO FOI FIEL EM NOS ADVERTIR CONTRA A INCREDULIDADE

Comentário:
Vejamos agora os dois efeitos da incredulidade nestes versículos: 1) Engana; e 2) Endurece. A incredulidade é o mais nefando de todos os pecados, porque nos fecha a porta para o poder divino, em contrapartida, a fé abre a porta para que o Espírito Santo trabalhe em nós.

Primeiro Efeito da Incredulidade:
1. ENGANO - O pecado cega, amarra e destrói, é o câncer da alma. Ao nos exortar sobre ele, o propósito do Senhor é nos livrar de sua triste consequência em nossa vida espiritual, por isso os vrs 12-14, nos trazem três exortações: 1) Tenham cuidado; 2) Exortem uns aos outros; 3) Guardem firme, até o fim, a confiança.

2. O ENDURECIMENTO - Israel é citado aqui como exemplo negativo daqueles que endurecem o coração para Deus (Hb 3.8). Após presenciar as maravilhosas obras do Senhor em seu favor no deserto, a começar pela passagem pelo mar vermelho, rebelou-se contra o Senhor, endureceu o seu coração. O endurecimento do coração é um obstáculo para o recebimento da bênção de Deus.
O próprio Jesus lançou sobre os discípulos a sua dureza de coração e incredulidade, por não haverem crido nos que o tinham visto já ressuscitado (Mc 16.14).

CONCLUSÃO - Assim como os israelitas se tornaram presa da descrença, nós cristãos devemos ter cuidado para não cair na mesma armadilha. Ela leva a pessoa a se apostatar da fé, a afastar-se do Deus vivo e a se desviar da verdade, por isso enquanto conservarmos a nossa firme confiança em cristo e exercermos a nossa fé, temos certeza de que a nossa participação nunca nos será tirada.