20 abril 2011

Chegando a Deus com coragem

Lição nº 10 - 06 de março de 2011

Versículo Chave

"Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça,
para que possamos alcançar misericórdia e achar graça,  a fim de sermos ajudados em tempo oportuno
(Hebreus 4.16)

Objetivo da Lição é destacar que podemos e devemos entrar no "santo dos santos"; e mostrar que este privilégio vem-nos pelo sangue de Cristo.


O texto onde se deve estudar se acha em Hebreus 10.19-31

Introdução:

O cristão precisa manter plena comunhão com o Senhor. Para isso, Deus, em Cristo, provisionou os meios legais para que entremos em Sua santa presença e desfrutemos dos privilégios de uma vida vitoriosa.

O pecado voluntário não deve mais fazer parte das nossas práticas diárias pois, desta forma, estaríamos desprezando o sacrifício de Jesus na Cruz. Por outro lado, se pecarmos sem intenção, teremos um grande Sacerdote sobre a casa de Deus. Cheguemo-nos, portanto, com ousadia ao trono da graça.

I - Para gozar dos privilégios da vida cristã

Temos neste texto, o que podemos chamar de contraste com o acesso limitado a Deus que os israelitas tinham.

O Tabernáculo foi construído para ser o lugar de adoração e serviço ao Senhor. Depois do átrio exterior,havia o primeiro lugar chamado santuário e o segundo chamado santo dos santos (Hb 9.1-3), onde se manifestava a glória de Deus. No entanto, era lugar restrito à entrada do sumo sacerdote, anualmente (Hb 9.6-8). Com a morte vicária de Cristo, esta história mudou completamente:


1. Temos ousadia para entrar no Santuário

Enquanto o israelita só tinha acesso ao átrio onde era sacrificado o cordeiro, os cristãos têm acesso, direto e sem rodeios, por meio de Jesus Cristo (Rm 4.25), ao lugar santíssimo. É um privilégio inefável que o cristão não pode recusar. Só existe um lugar onde o crente deve estar: na presença santa de Deus.


2. Temos um novo caminho que Ele nos consagrou

Cristo, com a sua morte, nos abriu um novo caminho: novo, porque inaugurou um novo pacto, encerrando o antigo e é vivo, porque não depende mais de sacrifícios, mas da vida do Cristo ressurreto (Hb 9.13,14). O véu estava posto na entrada do santíssimo lugar e foi descortinado pela morte de Cristo. Pelo véu, isto é pela sua carne, quando Jesus expirou na cruz, consumando sua obra redentora, o véu do templo se rasgou de alto a baixo (Mt 27.51), abrindo um novo e vivo caminho como única possibilidade para entrarmos na presença de Deus (Hb 9.12).

3. Temos um grande sacerdote sobre a Casa de Deus

A casa de Deus é a Igreja (Hb 3.6), e o Sumo Sacerdote é Jesus Cristo, está constantemente intercedendo por ela diante do Pai.

"Visto que temos um grande sumo sacerdote, Jesus, Filho de Deus, que penetrou nos céus, retenhamos firmemente a nossa confissão. Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado. Cheguemos, pois, confiantemente ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno" (Hb 4.14-16).

II - Para cumprir as responsabilidades da vida cristã

A fé em Jesus Cristo é que nos faz aproximar de Deus, visto que a fé e comunhão com Ele são inseparáveis. Quando nos chegamos ao Senhor encontramos tudo o que precisamos: misericófia, graça, salvação, santificação, etc. o que subentende que a falta desta comunhão implica em falta de fé e, consequentemente, em perdição. Todavia, aproximar-se do Senhor acarreta em responsabilidades a serem cumpridas pelo cristão.

1. Cheguemo-nos com coração sincero

O coração, por ser o centro das emoções, deve ser aquele que controla a nossa comunhão com o Senhor. Chegar-se a Deus exige um coração singelo (At 2.46), isento de falsidade.

Precisamos de um coração limpo (Mt 5.8), purificado (Tg 4.8). O modo como muitos cristãos têm procurado entrar na presença de Deus é simplesmente perigoso. Desafiá-lo pode ser fatal, pois a leviandade que transforma o culto em anarquia pode gerar morte espiritual.

2. Consideremo-nos uns aos outros

Não podemos transformar nossas reuniões em momentos de particular prazer. Devemos lembrar que o objetivo é edificar uns aos outros.

"Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo. Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada qual também para o que é dos outros. De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus " (Fp 2.3-5).

Devemos nos estimular mutuamente à prática das boa obras (Hb 13.1-3).

3. Não deixemos de congregar

"Busca seu próprio desejo aquele que se separa..." (Pv 18.1a). Não existe a possibilidade dos membros de um corpo se separarem e o corpo continuar vivo. Portanto, é impossível que a Igreja viva separada ou dividida. Tentar ser crente sozinho é ser individualista e reservar uma parte do céu só para si. Isso é impossível. O texto na linguagem de hoje é claro:

"Não abandonemos, como alguns estão fazendo, o costume de assistir às nossas reuniões" (Vers. 25, do texto desta Lição).

III - Para observar os cuidados com a vida cristão

A parte restante do texto que estamos estudando é bastante severa na advertência que faz ao cristão que deseja chegar-se a Deus com coragem.

1. Não pecar voluntariamente

O pecado habitual é uma afronta a Deus, pois já conhecemos a verdade. Se continuarmos a pecar de propósito, depois de conhecermos a verdade, já não há mais sacrifício que possa tirar os nossos pecados. Pelo contrário, resta apenas o medo do que acontecerá:

Vers. 27; Pv 28.13; 29.1),

2. Não profanar o sangue do testamento

Isso significa pisar em Jesus Cristo, tratando-o com desprezo total, considerando o sangue como sacrifício vil. É irritar o Espírito Santo, que comunica salvação aos nossos corações.

"Ninguém seja fornicador ou profano como Esaú... não achou lugar de arrependimento, ainda que, com lágrimas, o buscou" (B 12.16,17).

Quem quebranta a Lei de Moisés pode achar refúgio em Jesus Cristo, mas quem peca voluntariamente, pisa o Filho de Deus, profana o sangue do testamento e ofende o Espírito da graça.

3. Não cair nas mãos do Deus vivo

"Horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo".

Este versículo aponta para o crente e não para o descrente. Não fala necessariamente de condenação, mas de disciplina. Causa muito sofrimento e dor ter que passar pelo crivo de Deus, pois todas as coisas estão nuas e patentes aos seus olhos (Hb 4.13).

"O Senhor julgará o seu povo" (Vers. 30).

Que coisa terrível é cair nas mãos do Deus vivo!

Conclusão:

Vimos que é uma necessidade, o cristão entrar no santíssimo lugar e permanecer em comunhão com Deus. Todavia, é perigoso para o leviano que pretende viver pecando, confiando que a Sua graça é motivo para pecar mais e mais. Entremos com ousadia no santuário do Deus para gozar da sua inefável presença.