19 junho 2011

RELACIONAMENTO MORAL E ESPIRITUAL COM DEUS

APRESENTAÇÃO

Na atual situação do mundo que vivemos, tornou-se necessário estudarmos sobre o tema "Um relacionamento moral e espiritual com Deus", embora a igreja não pertencer a este mundo, mas está inserida em seu contexto.

Vemos uma terrível mistura que confunde cristãos com não-cristãos e vice-versa. Perde-se, a cada dia, a importante diferença que deve existir entre o justo e o ímpio, entre o que serve a Deus e o que não serve (Ml 3.18).

Há uma exagerada ênfase nos ensinos voltados a pedir coisas materiais a Deus e certo abandono a doutrinas que mexem com a estrutura do cristão mudando, pelas raízes, o seu caráter, levando-o a ter intimidade com o Senhor Jesus.

Acreditamos que os estudos das lições, extraídas do livro de Jeremias, nos levarão ao verdadeiro arrependimento sincero e nos farão voltar ao primeiro amor.

O Senhor nos exorta: "... Volta, ó rebelde Israel, diz o Senhor, e não farei cair a minha ira sobre vós; porque benigno sou, diz o Senhor, e não conservarei para sempre a minha ira (...) somente reconhece a tua iniquidade, que contra o Senhor, teu Deus, transgrediste (...) Convertei-vos, ó filhos rebeldes, diz o Senhor" (Jr 3.12-14).

*-*

Lição 01 - 03 de abril de 2011


Versículo Chave

"Fiel é o que vos chama, o qual também o fará" (1 Tessalonicenses 5.24)



A CHAMADA DIVINA


Texto Oficial: Jeremias 1.1-19

Introdução

O ministério de Jeremias durou cerca de 40 anos, envolvendo os reinados de Josias, Jeoaquim e Zedequias, quando, então o povo de Deus foi levado cativo para Babilônia.

O cativeiro foi uma aplicação do juízo divino em resposta à rebelião do Seu povo, mas foi lá, também, que a misericórdia do Senhor abundou em ricas e gloriosas promessas de restauração, como veremos nas lições seguintes.

I - A CHAMADA DIVINA LEVA EM CONTA TRÊS FATORES ESSENCIAIS

As Escrituras Sagradas nunca têm as pessoas chamadas como foco principal, mas destaca a obra que o Senhor quer realizar por intermédio delas. Por exemplo: Na chamada de Abraão, o foco central é a sua "posteridade", que é Cristo (Gl 3.16); na de Moisés, o alvo é a nação israelita e a terra prometida (Ex 3.7,8); na de Paulo, a salvação dos gentios (At 13.47; Rm 11.13). Sendo assim, Deus continua chamando homens e mulheres com um objetivo principal: a edificação da Igreja (Ef 4.11, 12). Portanto, o Senhor leva em conta os seguintes fatores:

1 - Os fatos históricos - Conta que veio a Palavra do Senhor a Jeremias...

Nesta ocasião a nação israelita estava prestes a ser levada cativa para Babilônia. A desobediência e idolatria provocaram a Deus, que resolveu "lavar" a nação com o "sabão" da privação, humilhação e sofrimento. A história de Israel é levada em conta quando a nação é tratada.

Em todas as épocas, os grandes avivamentos tiveram como base a história do público alvo. A história da Igreja também está nas mãos de Deus.

2 - A estrutura dos chamados - O Senhor considera a estrutura física, moral, emocional e espiritual daquele a quem Ele chama para realizar uma obra específica. Com o propósito de dar Jeremias às nações por profeta, Deus o conheceu estando ainda informe (Sl 139.16) e o separou para Si, antes do nascimento. A desculpa de Jeremias não deu resultado, pois o plano de Deus jamais malogrará.

"Criança, no Hebraico (na'ar), pode significar qualquer pessoa desde os três meses até quarenta anos de idade. A Septuaginta traduz por: 'demasiado novo'." (Bíblia Shedd). Portanto, "aonde quer que eu te enviar, irás; e tudo quanto te mandar dirás". Em qualquer missão, deverás atender.

Todos os cristãos são chamados para realizar a obra de Deus, principalmente evangelizando e discipulando vidas, para edificação da Igreja.

3 - O suporte para os que atendem a chamada - O Senhor jamais incumbe alguém de uma tarefa sem lhe dar o devido suporte. Para Jeremias, não só prometeu estar junto no desempenho da tarefa, como colocou na sua boca a palavra (v 8,9).

Seria maravilhoso que todo cristão ouvisse a voz de Deus lhe dizendo estas mesmas palavras. Porque de fato a Palavra está conosco para ser pregada: "Porque este mandamento, que hoje te ordeno, te não é encoberto e tampouco está longe de ti... esta palavra está mui perto de ti, na tua boca e no teu coração, para a fazeres " (Dt 30.11;14)).

II - A CHAMADA DIVINA TEM OBJETIVOS CLAROS

A chamada divina sempre tem objetivos claros, se o povo de Deus está inativo e desorientado é porque não está sendo ensinado e desafiado corretamente. Pelo contrário, está sendo levado a se entreter com muitas coisas, perdendo o foco daquilo que o Senhor quer do Seu povo.

O texto que estamos estudando nos revela os objetivos pelos quais Jeremias foi chamado:

1 - Mudanças radicais nas pessoas

Em toda mudança radical exige-se que se mexa na estrutura. Não adianta tentar reformar ou melhorar alguém que está morto no pecado e cheio de conceitos errados a respeito de Deus. "Ninguém costura remendo de pano novo em veste velha..." (Mc 2.21). "E ninguém põe vinho novo em odres velhos..." (Lc 5.37) e veja que Jesus proferiu estas palavras  no início do seu ministério. Um profeta é enviado: "... para arrancares, e para derribares, e para destruíres, e para arruninares; e também para edificares e para plantares" (v 10).

O Senhor precisa levantar mais profetas, homens e mulheres, que já tenham sido trabalhados na sua estrutura e que tenham coragem e dignidade para fazer tudo quanto lhe for mandado (Js 1.7).

2 - O cumprimento cabal da Palavra de Deus de acordo com o seu propósito

Gênesis

florescência aparece antes das folhas. O profeta frisa que Deus está continuamente operando na história e nas pessoas, fazendo frutificar os seus planos" (Bíblia Shedd) (v 11). A resposta do Senhor veio a seguir: "eu velo sobre a minha palavra para a cumprir" (v 12).

3 - Aplicação didática disciplinar

A visão de uma panela a ferver no fogo à lenha, por si só, é assustadora, pois havia necessidade de que a lenha fosse constantemente abanada. Isso indicava que o mal que viria do norte, já que é para  lá que a face da panela apontava, seria trazido pela força do próprio Deus. Babilônia seria instigada pelo Senhor para levar a nação judaica cativa (v 14,15). A visão de grandes nações, que atormentavam Israel, procedia do norte, o qual era o caminho normal. A exceção era o Egito que vinha do sul.

As "obras das suas mãos" (v 16) representam a base falsa da idolatria (Is 44.12-19) e, também, da salvação meritória (Gl 3.6-14; 5.1-6). A nação israelita havia pecado idolatrando os deuses dos povos que habitavam Canaã. Agora, pela disciplina, aprenderiam servir somente a Jeová.

4 - A promoção do Reino de Deus por meio de um ministério defensivo e ofensivo

A ordem para que o profeta cingisse os lombos indicava que enfrentaria batalha difícil e, por isso deveria estar preparado. Cingir é envolver com um cinto a roupa longa e larga como era a oriental, preparando-se para uma batalha (Ef. 6.14). Na linguagem de Paulo, é não se embaraçar com negócios desta vida (2Tm 2.4).

Jeremias teria um ministério defensivo: "... eis que te ponho hoje por cidade forte (...) coluna de ferro (...) muros de bronze" e ofensivo: "e contra os reis de Judá, e contra os seus príncipes, e contra os seus sacerdotes, e contra o povo da terra" (v 18).

O comentarista na Bíblia Shedd, faz a seguinte observação: "è a vocação de Deus que forma um profeta e não a educação humana. É Deus que o chama (v 5); que inspira para a pregação (v 7,9); que protege ( 8) que determina a forma da ação e que dá estratégias (v 10).

CONCLUSÃO

Somos todos chamados para, de alguma forma, participar desta grande obra de evangelização mundial e, também, o grande desafio de edificar a Igreja, Corpo Vivo de Cristo.

O Senhor quer mudar a história contemporânea e, para atingir este objetivo, enviou-nos: "... eis que te ponho hoje por cidade forte (...) coluna de ferro (...) muros de bronze" "e contra os reis de Judá, e contra os seus príncipes, e contra os seus sacerdotes, e contra o povo da terra" (v 18).

*-*

Lição 02 - 10 de abril de 2011

Versículo Chave

"Esqueceram-se de Deus, seu Salvador, que fizera grandes coisas no Egito" (Salmos 106.21)


O PERIGO DA INGRATIDÃO


Texto Oficial: Jeremias 2.1-9
INTRODUÇÃO

A ingratidão é um dos sentimentos que mais provocam indignação em Deus, pois é uma demonstração de indiferença. É o caso da nação israelita, que depois de ser resgatada do seu terrível estado de escravidão no Egito e conduzida a uma terra que "mana leite e mel", "cuspiu" e "pisou" na herança do Senhor.

Cabe-nos uma reflexão: Não estaríamos nós também, fazendo o mesmo com aquele que por nós morreu e nos deu o Seu Espírito? Não temos atribuído a Deus culpa pelas nossas agruras que são, na verdade, consequência de uma vida fora dos Seus propósitos? Vejamos:

I - O RELACIONAMENTO COM O SENHOR FOI ABANDONADO (vv 1-3)

A única explicação plausível para tanta insistência em conservar um relacionamento moral e espiritual do Seu povo consigo mesmo, é o amor divino sem limites. A nação havia desprezado este relacionamento, voltando-se para os ídolos, tornando-se infiel à aliança estabelecida. O Senhor acusa Seu povo de tão grande malefício, como veremos a seguir:

1. O seu povo deixou o primeiro amor

O desejo do Senhor é que o Seu povo ande na Sua presença, pois este relacionamento moral e espiritual é extremamente importante para o seu aperfeiçoamento, como espiritual é extremamente importante para o seu aperfeiçoamento, como foi dito a Abraão: "... anda em minha presença e sê perfeito" (Gn 17.1b). No entanto, fizeram exatamente o contrário: "Tenho, porém, contra ti que deixaste a tua primeira caridade" (Ap 2.4). Agiram como uma mulher infiel ao seu marido: abandonaram ao Senhor.

O Senhor conserva na lembrança os nossos primeiros dias na vida cristã e lamenta por aqueles que abandonaram seus primeiros passos com o Senhor.

O verso 2, na Bíblia na Linguagem de Hoje diz: "...Como você era fiel e como me amava quando éramos recém-casados! Lembro como me seguiu pelo deserto, por uma terra onde não havia plantações".

2. O seu povo se esqueceu dos benefícios

A Palavra de Deus nos exorta a bendizer ao Senhor e não se esquecer dos Seus benefícios, que são muitos (Sl 103.1,2).

Deus lembra a Nação que, em tempos passados, eles foram santificados para serem Sua propriedade exclusiva e que se tornaram tão importantes como as primeiras colheitas de uma produção fértil que era levada em oferta ao Senhor, e por isso mesmo, os que maltratavam Israel eram tão culpados como aqueles que comiam do alimento sagrado, sem ter direito de fazê-lo (v 3; Lv 22.16; 23.10-14). Por isso o Senhor vinha logo em defesa do Seu povo, quando eram maltratados.

Somos também propriedade de Deus, por isso não devemos esquecer os seus grandes benefícios.

II - RETRIBUIÇÃO MALDOSA E INJUSTA FOI ATRIBUÍDA AO SENHOR (vv 4-9)

O Senhor quer saber que injustiça o povo achou Nele para tratá-lo com tamanho desprezo. Por acaso se esqueceram de todo o trajeto entre o Egito e Canaã? Deus os guiou como se guia uma criança. Foi um relacionamento entre pai e filho. De dia, protegia-os com a presença da nuvem e, de noite, com a coluna de fogo (Ex 13.21,22). No entanto, o povo afastou-se o Seu Deus, tornando-se leviano.

1. Trocaram Deus pelos ídolos

Depois de todo cuidado como podemos ler nas Escrituras Sagradas (v 6), o povo retribuiu com maldade e ofensas, "indo após a vaidade" (v 5). A vaidade mencionada refere-se aos ídolos, ou seja, a "nulidade dos ídolos", algo transitório e insatisfatório, vão e tolo. "Tornando-se levianos" e seguindo os ídolos vazios, Israel assimilou seu caráter. Tal deus, tal povo (Sl 115.8). (Bíblia Shedd).

Infelizmente muitos cristãos têm trocado o Senhor por ídolos, tais como: bens materiais, riquezas, orgias e glutonarias, sexo ilícito, entretenimentos e outras coisas vãs deste mundo.

2. Desprezaram a herança de Deus - "E eu vos introduzi numa terra fértil, para comerdes o seu fruto e o seu bem; mas, quando nela entrastes, contaminares a minha terra e da minha herança fizestes uma abominação" (v 7)

Abominação é uma coisa horrível, detestável, odiosa. O povo não só introduziu na terra costumes das nações vizinhas como, também, adotaram os seus deuses. O culto ao Senhor era uma miscelânea de rituais, idéias e doutrinas, por isso contaminaram a herança do Senhor.

A igreja precisa cuidar da sua herança: a Palavra de Deus, os dons, o Espírito Santo, os talentos, a salvação etc. Deve ter cuidado com a doutrina e com o culto, pois a mistura dentro dos templos é perceptível.

3. Os ministros traíram ao Senhor - "Os sacerdotes não disseram: Onde está o Senhor? E os que tratavam da lei não me conheceram, e os pastores prevaricaram contra mim, e os profetas profetizaram por Baal e andaram após o que é de nenhum proveito" (v 8).

Os líderes religiosos unidos com os governantes fizeram oposição às profecias de Jeremias. Na época de Jesus, foram também eles os oposicionistas. Isso não quer dizer que todo ministro é resistente a Deus mas que eles estão mais sujeitos a cometerem este tipo de erro, por estarem à frente da batalha e por estarem incumbidos de maior responsabilidade. Portanto, vigilância dobrada!

4. O povo se tornou alvo da justiça divina - "Portanto, ainda pleitearei convosco, diz o SENHOR; e até com os filhos de vossos filhos pleitearei" (v 9).

Porque o povo errou e permaneceu no erro, o Senhor prometeu fazer-lhe oposição.

Quando as coisas não andam bem, a obra de Deus estagna no tempo, não há mais conversão e o povo se torna vaidoso, ostentoso e mundano, é hora de parar, analisar, consultar a Deus e colocar o povo sob "quarentena espiritual". "Arrepende-te, pois; quando não, em breve virei a ti e contra eles batalharei com a espada da minha boca" (Ap 2.16).

CONCLUSÃO

Esta lição serve-nos de séria advertência para que vejamos de que maneira temos sido ingratos ao Senhor e se por acaso não tempos contaminado aquilo que Ele colocou sob a nossa responsabilidade. Tudo que o Senhor nos concedeu é herança santa.

Devemos agradecer a Deus por todos os Seus benefícios e jamais demonstrar atitude de ingratidão.

Reflexão:

Você continua com o mesmo fervor do início da fé cristã?
Existe alguma coisa em tua vida tomando o lugar de Deus?
Você é grato a Deus por tudo que tem feito em tua vida?

Nos mande comentários a respeito.

Paz do Senhor.

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O VERDADEIRO MANANCIAL


Salmo 36:9 Porque em ti está o manancial da vida

 Versículo Chave

"Porque o meu povo fez duas maldades: a mim me deixaram, o manancial de águas vivas, e cavaram cisternas, cisternas rotas, que não retêm as àguas".
Jeremias 2.13

Texto Oficial: Jeremias 2.10-19

INTRODUÇÃO

Porque o próprio Deus conduzirá os seus filhos para sofrerem no cativeiro? Seria uma demonstração de fraqueza de sua parte por ser capaz de proteger o seu próprio povo? Seria o capricho de um Deus tirano que, com egoísmo, suplanta a liberdade de seus seguidores?

Nesta lição, veremos que Deus permite que seu povo padeça as consequências de seus próprios atos pecaminosos, e os faz lembrar que, não poucas vezes, troca o "Verdadeiro Manancial" por algo vil e desprezível, mesmo sem se dar conta disso.

I - FOI IGNORADO PELO SEU POVO

Foi por causa da hipocrisia e da impiedade que prevaleciam em Israel, que Jeremias recebeu, de Deus, a missão de pregar uma mensagem de repreensão, e mostrar o julgamento que já estava por vir sobre a nação. A principal razão pela qual Israel sofreu o cativeiro foi porque Deus foi ignorado pelo seu povo.

1. Fizeram pior que as nações pagãs (v. 11)

Deus chama a atenção de Israel para o fato de que as nações pagãs, mesmo servindo a falsos deuses, não ousaram trocá-los, mantendo firme sua fidelidade, o que Israel não era capaz de fazer.

Israel vivia o típico momento o qual a igreja dos últimos dias está vivendo. As igrejas estão abarrotadas de pessoas, mas os seus corações estão longe4 dos ensinamentos do Senhor, por isso são facilmente levados por hipócritas de consciência cauterizada que ensinam mentiras (1Tm 4.2). O profeta Jeremias mostra a razão do castigo divino (Jr 8.5).

2. Deixaram o Senhor (Manancial de águas vivas) v.12

Embora o profeta Jeremias exortasse e alertasse o povo de Judá, eles continuavam a viver como se Deus não existisse. Agiam de forma indiferente ao que Deus estava lhes dizendo, apesar da advertência ser clara e explícita. Tornaram-se religiosos, enganando-se com cultos e rituais. Ouviam as palavra de Jeremias apenas como um mensagem a mais, porém não se importavam com o seu teor. Estavam como o crente descrito por Tiago, que até ouve a palavra, mas não é capaz de praticá-la porque não passa de um ouvinte esquecido (Tg 1.25). Essa é a forma mais simples de tratar a Deus com indiferença. Os ritos do culto constumeiro substituem a nossa responsabilidade de levar a sério o que Deus vem falando e requerendo de nós.

3. Trocaram o manancial por cisternas rotas (v.13)

As cisternas são poços cavados para reterem a água da chuva. Porém alguns desses poços são rotos, ou seja, não são capazes de reter a água que escoa rapidamente. Estes são figuras das doutrinas e práticas não fundamentadas na Palavra de Deus. Muitos são os exemplos bíblicos de pessoas indo aos poços para buscar água. Isto era algo comum a todos, razão pela qual Deus escolhe justamente esta figura para ilustrar a verdade espiritual que o Seu povo necessitava ouvir e entender. Qualquer um sabe que há uma diferança singular na qualidade da água proveniente da fonte e do poço. A grande pergunta é: De onde estamos nos saciando? Do manancial ou da cisterna?

II - FOI SUBSTITUÍDO POR FUTILIDADES

Essa experiência Deus já havia vivido com o seu povo. Depois de libertá-los de 400 anos de escravidão permitindo que vivesses experiências que nenhum outro povo na terra já vivera, foi substituído no coração de seu povo por um ínfimo (o mais inferior: INSIGNIFICANTE) bezerro de ouro. Por que é tão fácil para as pessoas substituir um Deus de amor e misericórdia por futilidades que só os levarão novamente para o mundo de escravidão?


1. As águas do Egito, rio Nilo (v.18a)

No texto da lição, observamos Deus fazendo menção às águas do rio Nilo, águas a muito deixadas para trás pelo Seu povo. Mas eles decidiram voltar para saciarem-se daquilo que Deus já os havia libertado, voltaram ao Egito numa demonstração de retrocesso espiritual.


Israel saiu do Egito para entrar em Canaã. O que isso realmente significa? Sair dali é deixar para trás todos os hábitos, vícios, costumes, conversas, manias que entristeção o Espírito Santo. Entrar em Canaã é assimilar os valores de Deus; aprender com Jesus a maneira como Deus pensa, vê e age; é se tornar parecido com Jesus, através da Palavra e do trabalho contínuo do Espírito Santo. Enquanto acharmos e nos iludirmos que é possível servirmos a Deus no Egito, nada mudará em nossa vida!


2. As águas da Assíria, rio Eufrates (v. 18b)

Veja que as águas da Assíria também são mencionadas aqui. Parece que Israel tinha gosto em vivenciar as experiências dos tempos da escravidão, já que a Assíria também é a figura do opressor implacável. Lembremos de qual foi a resposta de Moisés ante as propostas colocadas por Faraó de que não partissem todos e que não fossem muito longe (Ex 10). A resposta de Moisés foi radical: não tem acordo, eu não faço concessão, não abro mão de nada, não deixo nada no Egito, nem, mesmo uma unha! Foi Cristo quem nos libertou, a fim de que fôssemos, de fato, livres (Gl 5.1).


3. A ilusão do mundo disfarçada de espiritualidade

Estamos vivendo a era do entretenimento, difundida pela mídia que privilegia ritmos alucinantes, a novidade, o impacto emocional, a superficialidade e o individualismo. Tudo gira em torno do consumismo e reflete no descompromisso com instituições, pessoas, família e crenças. Tudo isso contraria os princípios pregados por Jesus (Mt 5 7). O mundo aborrece a Cristo e aos seus ensinamentos e por causa das coisas buscadas no "Egito", a maioria das igrejas vive uma espiritualidade disfarçada.


Para nós, seguidores de Jesus, a dimensão da espiritualidade sempre descobrir a vontade de Deus. Não dá para viver uma espiritualidade que não seja a vivida por Jesus.


III - TIVERAM QUE ARCAR COM AS CONSEQUÊNCIAS
A queda do homem no pecado sempre trouxe consequências desastrosas. Entender o que aconteceu com Adão e Eva, após o primeiro pecado, é a chave para compreendermos a situação em que o homem se encontra hoje.
1. O próprio pecado traz sua consequência
Deve-se notar que o julgamento sobre Adão, quando este pecou, não foi apenas um acontecimento do passado, assim como o cativeiro de Israel, também não foi apenas uma história de um povo que não nos diz respeito. O mesmo Deus que falava com Israel, através de Jeremias, é o que hoje ainda fala com a igreja.l Isaías 3.11 afirma: "Ai do perveso! Mal lhe irá; porque a sua paga será o que as suas próprias mãos fizeram".
O cristãos de nossos dias perderam a consciência da seriedade do pecado, e também da realidade de suas consequências.
2. O crente perde a comunhão e a proteção de Deus
O pecado, seja ele qual for, fatalmente causa a depreciação da comunhão com Deus. É comum que alguns cristãos não valorizem a comunhão com Deus é ainda brinquem com o pecado, considerando que podem dominá-lo quando assim desejarem. Olhando para José, achamos alguém que não pensava assim, por isso fugiu do pecado (Gn 39.7-12): "Foge, outrossim, das paixões da mocidade. Segue a justiça, a fé, o amor e a paz com os que, de coração puro, invocam o Senhor " (2Tm 2.22)
3. Torna-se um escravo do pecado
A situação de um escravo é assustadora. Assim sucedia com o povo de Israel, sendo dominado e maltratado pelos egípcios. Eles tratavam o povo escolhido por Deus como cães, como vermes, o que não é nada diferente quando falamos de escravos do pecado. Em Romanos 6.16-20, encontamos o pecado e a justiça nomeados como mestres. Os Servos referidos ali são literalmente escravos (Jo 8.34-36). "Quando ao perverso, as suas iniquidades o prenderão, e com as cordas do seu pecado será detido" (Pv 5.22)
Graças a Deus que o seu amor providenciou uma maneira por meio da morte, sepultamento e ressurreição de Seu Filho, o Senhor Jesus Cristo, por meio do qual o homem poderia ser comprado do mercado de Escravos do Pecado e tornar-se Servo da Justiça.
CONCLUSÃO
Se Cristo disse ser Ele a fonte das águas vivas, podemos concluir que existem outras fontes das quais as pessoas podem beber. "Porque dois males cometeu o meu povo: a mim me deixaram, o manancial de águas vivas, e cavaram cisternas, rotas, que não retêm as águas". São águas que não curam as enfermidades do espírito, não saciam a fome da alma, e nunca jorram para a vida eterna. Só Jesus é a fonte das águas vivas.
Reflexão:
  • Você tem se deleitado do verdadeiro manancial de águas vivas?
  • Você já se livrou da água do "Egito"?
Que o Senhor Jesus possa lhe abençoar no seu deitar e no seu levantar e até o dia da sua vinda.
Amém
Nos envie comentários.

*-* 

VOLTANDO AO SENHOR
Versículo Chave:

"Voltai, ó filhos rebeldes, eu curarei as vossas rebeliões. Eis-nos aqui, vimos a ti: porque tu és o Senhor, nosso Deus" (Jeremias 3.22)
Texto Bíblico: Jeremias 3.12-25

INTRODUÇÃO
Apesar das ameaças de que o povo seria levado cativo, o Senhor nunca o desamparou. Levantou profetas que o exortava ao arrependimento e o animava com promessas de restauração.

Deus age como um pai em busca do filho rebelde. Pede ao povo para que volte, promete retirar a sua ira e reatar o relacionamento moral e espiritual que havia antigamente.

I - O COMOVENTE APELO DIVINO - (VV 12-140)

O Senhor enviou o profeta Jeremias não somente para arrancar, mas também para plantar. Para derribar e para edificar (Jr 1.10). Portanto, chegou o momento de edificar a nação, mas isso só seria possível, caso o povo se arrependesse e voltasse para Deus. Portanto eis o apelo divino:
1. Para que o Seu povo volte

Note que o profeta deveria dirigir a sua voz para o norte na direção da Assíria e da Média (v 12a), porque o povo seria levado cativo para lá. Esta passagem nos lembra a do Filho pródigo que partiu para uma terra distante e seu pai aguardava o seu progresso (Lc 15.20).
O apelo do Senhor é comovente porque revela toda a Sua longanimidade em esperar arrependimento por parte de um povo que "erra de coração" (Sl 95.10). Deus lhe dá garantia para que volte (v 12b).

Se estiveres em tal situação, não demores em voltar para o teu Deus, de todo o teu coração.
2. Para que o Seu povo reconheça a sua iniquidade (v 13)

Talvez mais difícil que voltar, é reconhecer a iniquidade cometida, pois isso significa humilhar-se diante de Deus e admitir, sinceramente, que errou. Muitos querem voltar conservando o pecado. Alguns até mesmo chamam o mal de bem, "ai deles!" (Is 56.20). Outros justificam, ou encobrem, o pecado para tirar proveito (Is 5.23).
O povo deveria estar completamente convencido de que o pecado ofende a Deus:"...contra o SENHOR, teu Deus, transgrediste". No entanto, o que levou o povo a pecar foi o desprezo à Palavra divina: "não deste ouvidos à minha voz".

3. Para que o Seu povo se converta (v 14,15)
Conversão significa "dar meia volta", ou seja, mudar de direção. É não fazer mais o que vinha fazendo. Além de entristecer-se por ofender a Deus, propor no coração não mais cometer tal ato.

Para os conversos, o Senhor promete:
1) Reatar o relacionamento: "vos desposarei";
2) restaurar a sua herança: "vos levarei a Sião"; e,
3) O Senhor promete renovar os seus ministros e líderes "segundo o meu coração".

II - UMA GLORIOSA ESPERANÇA PARA O POVO DE DEUS - (VV 16-25)

Em Deus, há sempre esperança de um recomeço. A nação estava em má situação porque desobedecera ao Senhor e a disciplina era necessária para trazê-la novamente à terra prometida, mas não com os mesmos pecados pelos quais se tornara cativa. O Senhor queria um povo restaurado, para participar de uma nova aliança.

1. Desfrutarão da presença do Senhor (vv 16-18)

A Arca era um símbolo da presença de Deus em Jerusalém, por isso era o centro da reverência. O Senhor diz que não haverá mais necessidade da Arca e não ficará sequer lembrança dela, porque a glória e a presença dele se manifestarão visilmente por toda a cidade.

Para desfrutar desta intimidade com o Senhor, Israel teria que abandonar toda a forma de idolatria: "... nunca mais andarão segundo o propósito do seu coração maligno" (v 17).
A Palavra de Deus nos convida a este nível de experiência com o Senhor, mas é necessário esvaziar do maior e mais perigoso ídolo da nossa vida: o nosso "Ego" (2Co 4.7-11; Fp 3.7,8).

2. Receberão a cura espiritual (vv 19-22)

O desejo de Deus era manter um relacionamento moral e espiritual com os israelitas, porque queria tratá-los como filhos e o povo precisava entender isso e corresponder: "Pai me chamarás e de mim te não desviarás" (v 19). 

A nação havia traído Deus como faz uma mulher aleivosa, contaminando-se com outros deuses (vs 20,21). Portanto, deveria remover idéias, filosofias etc.

O mais importante que o povo receberia do Senhor seria a cura espiritual. De nada adiantaria restituir-lhes a terra prometida e tudo que as nações tinham levado, se a "serpente" continuasse viva, pois logo voltariam às mesmas práticas de pecado (v 22).

Vemos, por este ensino, que não há proveito algum em buscar nas campanhas e cultos de libertação, coisas que envolvem meramente o exterior na vida dos crentes, deixando-los a mercê do pecado, enraizado no coração.

3. Serão restituídos do prejuízo que a desobediência causou (vs 23-25)

Às vezes pensamos que confiar em ídolos é ter diante de nós uma estátua ou objeto de adoração, mas quando confiamos mais no médico, na polícia, no salário, no político, na força do braço, no intelecto etc, mais do que em Deus, estamos confiando em ídolos.

A palavra "vergonha" no versículo 25 é usada em substituição a Baal, que nem sequer deveria ter seu nome mencionado.

A restituição seria feita a partir do momento que o povo reconhecesse o direito exclusivo de Deus, invocando apenas o Seu nome, apresentando-lhe corações purificados (Sl 51.10; 1Tm 1.5).

CONCLUSÃO

Como vimos, voltar-se para Deus é a melhor atitude que o homem pode tomar, é a grande decisão da vida.

O Senhor nos faz hoje este importante convite: "Voltai", mas para voltar, precisamos abandonar o que contraria a Deus, tudo aquilo que ofende o Seu coração.

O Senhor quer manter um relaconamento moral e espiritual com o Seu povo e promete restituir as perdas em tempos passados de rebelião. Para isso, precisamos nos arrepender, limpar o coração, abandonar os ídolos e correr para os Seus braços como filhos arrependidos.

Reflexão:

  • Você reconhece facilmente quando peca? E facilmente se arrepende?
  • Você é um cristão sarado?
  • Você tem desfrutado da presença do Senhor diariamente?
 
Questionário:
O que significa a palavra "conversão"?