18 outubro 2012

O ESTADO INTERMEDIÁRIO DOS MORTOS


O que significa "Estado Intermediário dos Mortos"?

O estado intermediário é um período entre a morte de alguém e a ressurreição final do fim dos tempos.

 A Bíblia não tem muito a dizer sobre o estado intermediário. Sua ênfase recai sobre a volta de Cristo.

As pessoas indagam sobre como é após a morte. Confesso que, como um ser ainda vivo não saberia dizer sobre a morte, ou como é ou como foi ou como será.

Talvez alguém que foi morto e voltou possa dizer como foi. Mas afirmo, é difícil descrever como seria isso.

Baseado na Bíblia, livros e nos estudos escatológicos (estudo do que acontecerá quando todas as coisas forem consumadas, particularmente, no que se refere na segunda vinda de Cristo) podemos dizer, resumidamente, de modo que os irmãos venham entender sobre o “ESTADO INTERMEDIÁRIO DOS MORTOS”.

Onde estão os mortos?

Esta questão preocupa praticamente todas as religiões que já surgiram no mundo desde os mais remotos tempos do aparecimento do homem sobre a Terra. Como exemplo podemos citar:

Gregos – diziam que os mortos iam para as “Ilhas dos Bem-Aventurados”, onde ficavam aguardando o julgamento por três representantes do mundo subterrâneo. Se o morto tivesse sido bom durante sua vida, e os juízes estabelecessem sua retidão, ele podia entrar nos Campos Elíseos (um tipo de paraíso), um lugar ocupado pelos heróis e pelos homens virtuosos, segundo a mitologia Greco-latina. Ali os mortos estariam em uma terra de música e luz, de ar doce e agradável. As almas boas viveriam ali para sempre.

Outras opiniões de várias religiões preocupam-se sobre essa questão dos mortos, por exemplo:

Romanos – Imaginavam a eternidade como espelho desta vida.

Muçulmanos – A morte traz recompensas e punição.

Hindus e budistas – dizem que as almas voltam a este mundo vezes seguidas, até que alcancem a bem-aventurança eterna. Supõe que essa purificação acontece através da transmigração das almas. Isto é, depois da morte a alma volta a reencarnar no corpo de um animal inferior ou de outro ser humano. Há grande semelhança entre essa crença e o que o espiritismo ensina quanto à reencarnação.

Teoria da transmigração – a alma passa de um corpo para outro até ser purificada. Então ela é autorizada a entrar na morada dos deuses. Os budistas chamam esse lugar de “Nirvana” (s. m. A beatitude (bem-aventurança; bem estar espiritual) budista, isto é, a extinção da individualidade e sua absorção no supremo espírito do Universo – Dic. Silveira Bueno), enquanto que os hindus brâmanes dizem que a alma se une a Brahma (divindade indiana, dotada do poder de criação), o poder universal.

Com quem está a verdade?

A verdade está revelada na Palavra de Deus, a Bíblia, e isso não deixa lugar para especulações seja quem for, mesmo que as pessoas sejam bem intencionadas. A Palavra de Deus afirma enfaticamente que uma das razões porque Jesus veio a este mundo, foi para nos mostrar como podemos ter vida abundante não apenas aqui, mas também eterna, no além. A Bíblia diz: “... segundo o poder de Deus, que nos salvou e nos chamou com santa vocação; não segundo as nossas obras, mas conforme a sua própria determinação e graça que nos foi dada em Cristo Jesus, antes dos tempos eternos.” (2Tm 1.8,9).

Não precisamos ficar confundidos ou desencorajados a respeito do destino dos mortos porque temos a Palavra de Deus e a revelação de Seu Filho Jesus Cristo.

As bênçãos resultantes da vinda do Senhor Jesus a este mundo são incontáveis. Elas se relacionam com tudo que concerne ao crente. Uma dessas bênçãos tem a ver com os filhos de Deus que já dormiram ou vierem a dormir no Senhor. Na glória celestial ser-nos-ão reveladas inumeráveis outras bênçãos das quais usufruiremos, derivadas da vinda de Jesus aqui. Elas têm alcance ilimitado, aqui e na eternidade.

O que acontecia antes da ressurreição de Cristo?

Os mortos ímpios iriam para um lugar chamado SHEOL (AT) HADES (NT), enquanto que os justos, iam para o seio de Abraão. Para compreender os ensinos bíblicos quanto ao lugar para onde vão os mortos, é necessário observar o texto original do Antigo Testamento em hebraico, e o original grego do Novo Testamento.

1. Antigo Testamento:

    a. SHEOL

       - A morada dos mortos. Era considerado como uma região situada embaixo da terra (Nm 16.30,33; Am 9.2), sombria e escura, onde os espíritos desencarnados tinham uma existência consciente, mas amortecida e inativa (2Sm 22.6; Ec9.10). O povo hebreu via o Sheol como o lugar para onde justos e ímpios iam, após a morte (Gn 37.35; Sl 9.17; Is 38.10; Dt 32.22; NTLH, o mundo dos mortos), um lugar onde se recebiam punições e recompensas. Além disso, a Bíblia o descreve como tendo um apetite insaciável (Is 5.14; Hc 2.5; a morte).

       - Entretanto, Deus está presente no Sheol (Sl 139.8; ARA, abismo; ARC, Seol). Para Deus, ele é aberto e conhecido (Jó 26.6; Pv 15.11). Isto sugere que, na morte, ao morrer, o justo continua sob os cuidados de Deus, e os perversos não escapa ao seu castigo. O conceito de Sheol permite entender o significado de Salmos 16.10. Pedro viu o cumprimento desse salmo messiânico na ressurreição de Jesus (At 2.27).

2. Novo Testamento:

    a. HADES

        - Palavra grega traduzida por Inferno.

Tanto SHEOL como HADES, ambas designam o lugar para onde, nos tempos do Antigo Testamento, iam todos após a morte: justos e injustos, havendo, no entanto nessa região dos mortos, uma divisão para os justos e outra para os injustos, separados por um abismo intransponível. Todos estavam ali plenamente conscientes. O lugar dos justos era de felicidade, prazer e segurança. Era chamado “Seio de Abraão” e “Paraíso”. Já o lugar dos ímpios era e são medonhos, cheio de dores e sofrimentos, estando todos lá plenamente conscientes. Tanto SHEOL quanto HADES quer dizer INFERNO.

Quanto ao Inferno podemos dizer que é um lugar de punição eterna pela injustiça. A ARA (Almeida Revista Atualizada e ARC (Almeida Revista Contemporânea) usam essa palavra para traduzir Sheol (hebraico - Antigo Testamento) e Hades (grego – Novo Testamento), respectivamente, referindo-se ao mundo dos mortos.

Inferno também é a tradução para Gehenna, a forma grega da frase hebraica que significa “Vale de Hinom” – vale a oeste e sul de Jerusalém. Nesse vale, os cananeus adoravam Baal (senhor, dono – nome de um ou mais falsos deuses, um lugar e dois povos dos Antigos Testamentos: deus da fertilidade) e o deus Moloque (a divindade nacional dos amonitas. Chamava-se, também, Milcom e Malcã, 1Rs 11.5; Jr 49.3.), os amonitas sacrificava suas crianças em um fogo que queimava continuamente. Acaz e Manassés, reis de Judá, foram culpados por essa terrível prática idólatra (2Cr 28.3; 33.6).

O profeta Jeremias profetizou que Deus visitaria Jerusalém com tamanha destruição, a tal ponto de seu vale ficar conhecido como “vale da Matança” (Jr 7.31-34; 19.2,6).

O inferno também tem outra tradução chamada TÁRTARO, conforme 2Pe 2.4. (Procurei o significado para Tártaro e não achei. Se alguém achar favor publicar fazendo comentário, ficarei agradecido).

Ilustração retirada da internet
Depois da ressurreição de Cristo

Antes de morrer por nós, Jesus prometeu que as portas do Inverno não prevalecerão contra a Igreja (Mt 16.18). Isto mostra que os fiéis de Deus, a partir dos dias de Jesus, não mais descerão ao Hades, isto é, à divisão reservada ali para os justos. A mudança ocorreu entre a morte e a ressurreição do Senhor, pois Ele disse ao ladrão arrependido: “... hoje estarás comigo no paraíso” (Lc 23.43). Sobre o assunto, diz o apóstolo Paulo: “...Quando ele subiu às alturas, levou cativo o cativeiro, e concedeu dons aos homens. Ora, que quer dizer subiu, senão que também havia descido até às regiões inferiores da terra?” (Ef 4.8,9).

Entende-se, pois, que Jesus, ao ressuscitar, levou para o Céu os crentes do Antigo Testamento que estavam no “seio de Abraão”, conforme ele prometera em Lucas 16.22. Muitos desses crentes, Jesus os ressuscitou por ocasião da Sua morte, certamente para que se cumprisse o tipo prefigurado na Festa das Primícias (Lv 23.9-11), que profeticamente falava da ressurreição de Cristo (1Co 15.20,23).

O apóstolo Paulo foi ao Paraíso, o qual está no terceiro Céu (2Co 12.1-4). Portanto, o Paraíso está agora lá em cima, na imediata presença de Deus. Não em baixo, como dantes. A mesma coisa vê-se em Ap 6.9,10, onde as almas dos mártires da Grande Tribulação permanecem no Céu, “debaixo do altar”, aguardando o fim da Grande Tribulação, para ressuscitarem (Ap 20.4) e ingressarem no reino milenial de Cristo.

Os crentes que agora dormem no Senhor estão no Céu, pois o Paraíso está lá agora, como um dos resultados da obra redentora do Senhor Jesus Cristo (2Co 5.8). No momento do arrebatamento da Igreja, seus espíritos virão com Jesus, unir-se-ão a seus corpos ressurretos e subirão com Cristo, já glorificados.

Jesus no Céu

Depois que Cristo subiu para o Céu, a Bíblia não mais se refere ao Paraíso como estando “em baixo”. Desse ponto em diante todas as referências no Novo Testamento falam da localização do Paraíso como estando “em cima” ou “no alto”.
Na manhã da ressurreição, Cristo não permitiu que Maria Madalena ou os discípulos O tocassem, porque Ele havia descido ao SHEOL. Ali Ele libertou os mortos justos que estavam no Paraíso (seio de Abraão) e transferiu-os para um ponto situado nos lugares celestiais. Foi nessa ocasião que Ele “levou cativo o cativeiro” ou a multidão de almas cativas dos mortos justos esperando no SHEOL/HADES pela consumação da obra de Cristo.
Ilustração retirada da internet
 Como já sabemos, o crente quando morrer, não vai mais para o HADES. Ele vai estar com Cristo. Paulo disse que desejava "partir e estar com Cristo". Em 2 Coríntios 5.6-8, o apóstolo Paulo foi enfático ao expressar sua confiança que, estar "ausente do corpo" na morte, é estar "presente com o Senhor". Portanto, os mortos justos estão "presentes com Cristo" agora, ou seja, estão onde Cristo está.

A presente situação dos ímpios mortos

Continuam descendo ao HADES, o "império da morte", onde ficarão retidos em sofrimento consciente até o Juízo do Grande Trono Branco, após o Milênio, quando ressuscitarão para serem julgados e postos no Inferno eterno (Ap 20.13-15). Assim sendo, qualquer fantasma ou "alma do outro mundo" que possa aparecer por aqui é coisa diabólica, porque do HADES não sai ninguém. É uma prisão, cuja chave está com Jesus (Ap 1.18). Alma do outro mundo não vem à Terra, pois os salvos estão com Jesus, e os perdidos estão presos. O diabo, sim, por enquanto está solto e sabe imitar e enganar com muita habilidade.

O estudo comparativo de passagens bíblicas como 1Pe 3.18-20 e Atos 2.27,31, mostra que a vitória de Cristo foi anunciada até no HADES, o reino dos mortos. Todo o universo tomou conhecimento da transcendental vitória de Jesus, na Sua morte e ressurreição.

A sorte do incrédulo foi selada durante sua vida terrena. Ele sabe qual o seu destino eterno, e está apenas aguardando o julgamento e a justiça de Deus para ser "lançado fora" e sua sentença começar.

O estado dos mortos

Escritores gregos antigos viam a morte como um sono. Homero, em sua obra A ILÍADA, chama o sono de "irmão gêmeo da morte". Dizem que Sócrates, condenado a morrer envenenado, declarou: "Se a  morte é apenas um sono sem sonhos, deve ser algo maravilhoso." Mas a Palavra de Deus ocupa-se do assunto com toda clareza. Davi aguardava por antecipação o dia em que iriam despertar na presença do Senhor. Ele disse: "Eu, porém, na justiça contemplarei a tua face; quando acordar eu me satisfarei com a tua semelhança." (Sl 17.15). Outro autor dos Salmos declarou que nossos dias nesta Terra são "...como um sono..." (Sl 90.5).

O estado dos justos falecidos

Na morte, a vida corpórea cessa e o corpo começa a desintegrar-se, o que é inerente à sua natureza. Daí o espírito ou a alma humana entra em estado consciente de existência. É a natureza desse estado, particularmente com respeito aos justos, que agora temos de estudar.

1. Os justos estão com Deus - A declaração em Eclesiastes 12.7, de que o espírito volta a Deus que o deu, acha-se repetida em passagens do Novo Testamento. Em Filipenses 1.23 Paulo falou de partir e estar com Cristo. Referia-se ao dilema que tinha quanto ao morrer ou continuar vivo. Reconhecia que, continuar nesta vida significava muito sofrimento, mas o terminar desta vida significava uma partida imediata para a presença de Cristo.

2. Os justos estão no paraíso - Conforme Apocalipse 2.7, àquele que vencer, Cristo lhe concederá o privilégio de comer "...da árvore da vida, que está no meio do paraíso de Deus". Ainda que não seja usado o termo "paraíso" em Apocalipse 22.1,2, é provável que a idéia seja a mesma. Nessa passagem, a "arvore da vida" aparece ao lado do rio da água da vida, e o quadro total é o de um paraíso ou jardim de bem-aventurança.

3. Os justos estão vivos e conscientes - Os justos desincorporados estão vivos e conscientes. Ainda que o Novo Testamento ensine que há um estado desincorporado durante o intervalo entre a morte e a ressurreição, em parte alguma ele deixa transparecer a idéia de que esse estado seja de animação suspensa ou de inconsciência. Várias passagens nos ajudam a compreender melhor.

Em Mateus 22.32 Jesus declarou aos saduceus que Deus é Deus dos vivos. Sua declaração foi feita em referência às palavras dirigidas a Moisés na ocasião da sarça ardente: "Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó." Jesus interpretou essa declaração como significando que Deus estava dizendo: "Abraão, Isaque e Jacó morreram há muito tempo, porém eles continuam vivos".

4. Os justos estão em descanso - Esta declaração se baseia nas palavras de Apocalipse 14.13: "Bem-aventurados os mortos que desde agora morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem das suas fadigas, pois as suas obras os acompanham." A idéia principal do termo "descanso" é de refrigério depois do labor. Os que morrem no Senhor são descritos como estando num estado de bem-aventurança, porque entram numa experiência de regozijo, como sendo aliviados então das lutas desta vida. Mais do que isto, sua obra não pára quando eles morrem. Ela continua produzindo efeitos até aquele dia quando serão abertos os livros (Ap 20.12).

O estado dos ímpios falecidos

As passagens do Novo Testamento que tratam dos maus ou injustos no estado desincorporados, são menos numerosas do que as que se referem aos justos. Porém, as poucas que se relacionam com este tópico, conduzem a várias conclusões:

  • Lucas 16.23 - Ímpios falecidos:
        a) Estão num lugar fixo.
        b) Continuam vivos e conscientes.
        c) Estão separados de Deus.
  • 2 Pedro 2.9 - Ímpios falecidos:
        - Estão reservados para o castigo eterno.

Portanto, o que estão ensinando sobre os mortos (justos ou ímpios) se encontrarem na sepultura, em sono profundo e em estado de inconsciência, não tem apoio nas Escrituras.

O céu e o inferno

O destino final da Igreja é sua habitação na eterna presença de Deus. A Bíblia e a doutrina cristã chamam isto de "céu".

Como é o céu?

Quando as pessoas perguntam qual a crença do cristão sobre o Céu, não é possível dar uma resposta precisa e detalhada. As razões são óbvias. Como seria possível explicar a um índio que vive na selva, como é a cidade grande? Todavia, tanto os selvagens como o citadino vivem no planeta Terra, respiram o mesmo ar e gozam do mesmo sol. Mas o Céu, como quer que ele seja, deve ser fundamentalmente diverso. Sua definição deve estar quase  além do entendimento humano.

Em Apocalipse está escrito "...Deus habitará com eles (homens)..." (Ap 21.3). O ponto alto da história bíblica da redenção de Deus é "a Cidade Santa", Deus com seu povo. Em tal comunidade, "...Deus lhes enxugará dos olhos toda lágrima" e não haverá nem prato, nem luto, nem dor, "porque as primeiras cousas passaram" (Ap 21.4). Quanto a isto é importante saber que:

1. O Céu é um lugar real, literal - Este mundo é apenas a ante-sala do próximo. Esta existência é breve e incidental em relação às alturas eternas da próxima. O coração, em seu anseio por algo melhor, apóia a conclusão que deve haver um lugar para nós, após a morte física. Lendo João 14.2,3 vemos que por duas vezes Jesus chama o Céu de LUGAR. Realmente o Céu é um lugar real, literal, físico. É um lugar na presença de Deus, um lugar que Cristo nos está preparando.

2. O Ceu é um lugar espaçoso (Ap 7.9) - Se Jesus criou o mundo em seis dias, como os animais, o firmamento e os seres humanos - toda a Sua criação é realmente maravilha e ultrapassa a todo entendimento - qual não deve ser o lugar que Ele vem preparando durante esses anos todos? Os capítulos 21 e 22 do livro de Apocalipse fala das belezas desse lugar.

3. O Céu fica em cima (At 1.9; 2Res 2.11; 2Co 12.2,4; Ap 21.3,4; 22.3-5) - Sim, o Céu reserva maravilhosas perspetivas para aqueles que foram levados no precioso sangue de Cristo; e, verdade é que, onde quer que esteja o Céu está vinculado às bênçãos de Deus, em Seu Filho, Jesus Cristo.

A realidade do inferno

No Novo Testamento, há três palavras diferentes, no grego, que são traduzidas pela mesma palavra INFERNO em português, são elas: HADES, GEENA e TÁRTARO.

Na verdade, essas três palavras gregas têm basicamente um significado diferente:

- HADES é o SHEOL do Antigo Testamento. É o lugar onde os espíritos dos mortos aguardam a ressurreição.

- GEENA por outro lado, refere-se ao inferno em relação ao castigo eterno. É o lugar para onde irão os injustos após o julgamento do Grande Trono Branco.

- TÁRTARO é usado para referir-se à prisão dos anjos caídos (Jd v. 6).

Quanto ao inferno

- É antítese (oposição entre palavras ou idéias) do Céu (Mt 11.23).
- Cristo prometeu fazer a Sua Igreja triunfar sobre o inferno (Mt 16.18).
- No inferno há vida consciente e sofrimento eterno (Lc 16.23).
- Deus tem poder de matar o corpo e lançar a alma no Inferno (Mt 10.28).
- A indisciplina dos nossos membros pode ser causa de condenação do corpo ao Inferno (Mt 5.29).
- Não há escape do Inferno para o impenitente (Mt 23.33).
- O Inferno será um lugar de sofrimento eterno e de eterna separação do Salvador (Mt 13.42,49,50; 25.41).

11 setembro 2012

O Ministério do Espírito Santo

Essa ilustração foi extraída da internet denilsonalayon.wordpress.com.  Postamos para mostrar que o Espírito Santo só realiza o ministério tanto em homens como em mulheres que se regeneram e obedecem a Deus.

ESPÍRITO SANTO

O mover sobrenatural de Deus

Lucas 9.23-26

23 - E dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me. 24 - Porque qualquer que quiser salvar a sua vida perdê-la-á; mas qualquer que, por amor de mim, perder a sua vida a salvará. 25 - Porque que aproveita ao homem granjear o mundo todo, perdendo-se ou prejudicando-se a si mesmo? 26 - Porque qualquer que de mim e das minhas palavras se envergonhar, dele se envergonhará o Filho do Homem, quando vier na sua glória e na do Pai e dos santos anjos.

  • ·        O Espírito Santo em sua plena deidade (divindade) participa de todos os atributos de Deus (1Jo 5.7,8). Esse estudo revela que, no âmbito terreno ou celeste, em um ministério de atuação sublime, Ele tem poder para criar, convencer, dirigir, edificar, regenerar, santificar e transformar. “Porque três são os que testificam no céu: o Pai, a Palavra (Jesus ou Verbo) e o Espírito Santo; e estes três são um. E três são os que testificam na terra: o Espírito, e a água, e o sangue; (o Espírito porque Convence o mundo do Pecado da Justiça e do Juízo. A água porque Jesus consagrou o seu Ministério sendo batizado nas águas por João Batista, e o sangue se refere a Crucificação de Jesus quando houve o derramamento do seu sangue sobre toda a humanidade - Grifo do Blog)  e estes três concordam num”.  Assim, o cristão deve empenhar-se em desenvolver uma vida espiritual sob a direção e poder do Espírito Santo.
  • ·         Este estudo discorre sobre aspectos primordiais desse ministério quanto à humanidade, à igreja e especificamente ao cristão.
  • ·  Atente para esses ensinamentos:
 
I - O MINISTÉRIO DO ESPÍRITO SANTO NO MUNDO

    O Deus Espírito Santo desempenha no mundo o ofício muito especial de instituir e resguardar a vida na terra, bem como convencer a humanidade de seus pecados e da necessidade de Deus, apontando para Cristo, pois “não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará o que há de vir” (Jo 16.13b).

     1. Doar vida“O Espírito de Deus me fez; e a inspiração do Todo-Poderoso me deu vida” (Jó 33.4). Por meio da pessoa divina do Espírito Santo a vida é gerada no mundo. Ele propicia vida tanto à humanidade, quanto a toda a criação. Todos os seres vivos sejam eles complexos ou unicelulares (formado por uma só célula), com todas as suas especificidades, foram criados pelo poder do Espírito: “Envias o teu Espírito, e são criados, e assim renovas a face da terra” (Sl 104.30). Todos os processos naturais, de ordem química, física ou biológica, que ocorrem na natureza, são regidos pela atuação sobrenatural do Espírito Santo. Foi também a Ele que Deus se dirigiu no princípio da criação, quando disse: “Façamos o homem à nossa imagem...” (Gn 1.26ª). 

   2. Convencer do Pecado“E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça, e do Juízo” (Jo 16.8). O mundo jaz morto no pecado, e essa morte espiritual que habita essencialmente na humanidade a impede de perceber suas iniquidades. Faz parte do ministério do Espírito, em uma ação sobrenatural, abrir-lhes os olhos para que enxerguem o abismo para o qual caminham. É o Espírito Santo que convence o homem a acreditar no sacrifício vicário de Cristo, levando-o a converter-se ao Deus soberano. Sem essa ação extraordinária, jamais o homem teria condições de encontrar a Jesus como único caminho e crer em suas verdades eternas. “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei” (Mt 11.28).
 
II - O MINISTÉRIO DO ESPÍRITO SANTO NA IGREJA 
 
       Desde o princípio, o Espírito Santo sustenta a igreja e é Nele que ela tem firmado seu alicerce. Sendo a força propulsora do corpo de Cristo no mundo, o Espírito Santo o guiará em todo tempo, durante sua peregrinação nesta terra. Com o intuito de fazê-la prevalecer, Ele a contempla com instrução e dons, como?

     1. Dirigindo suas atividades na terra“Mas, quando vier aquele espírito da verdade, ele vos guiará em toda a verdade” (Jo 16.13a). Faz parte do ministério do Espírito Santo guiar a igreja no caminho da verdade, ensinando e corrigindo eventuais desvios, afim de que esta se aproxime dos padrões celestiais, para cada vez mais assemelhar-se a Cristo. A vida da igreja subsiste somente por meio desta ação sobrenatural do Espírito Santo, eficaz em suplantar as obras da carne, que porventura comecem a surgir dentre o povo de Deus. A ação do Espírito Santo vivifica a igreja e a estimula a proclamar as boas novas de Cristo, levando muitos outros à conversão.

    2. Distribuindo dons espirituais“Mas um só e o mesmo espírito opera todas essas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer” (1Co 12.11). Os dons espirituais são dádivas do Espírito Santo à igreja como resultado da Graça de Deus. Estes dons são ofertados aos cristãos para auxiliá-lo nas suas incapacidades, permitindo que, por meio deles, Deus seja adorado com inteira dedicação. A manifestação dos dons espirituais visa à edificação e à consequente santificação da igreja: “... Faça-se tudo para edificação” (1Co 14.26b). Uma igreja dedicada a Deus se Aplica em alcançar esses dons, a fim de experimentar a intensa manifestação do Espírito Santo, almejando a maturidade e a santificação de seus membros.

III - O MINISTÉRIO DO ESPÍRITO SANTO NO CRISTÃO

        Em relação ao cristão, o Espírito Santo apresenta-se como aquele que 'anda junto', que cuida, auxiliar e ampara. Ele atua tanto a favor do cristão, quanto no cristão. Assim, Ele age como barreira protetora contra a natureza caída, inata ao homem, reestruturando seu viver, regenerando, santificando e consolando-o, como? 

        1. Transformando em uma nova criatura (regeneração) - "Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito não pode entrar no Reino de Deus" (Jo 3.5). O nascer de novo está atrelado à transformação de vida, na qual o novo convertido ganha o status de filho de Deus, tornando-se uma nova criatura. O Espirito Santo é o mentor dessa transformação, agindo ainda como doador e mantenedor da vida espiritual por meio deste novo nascimento. Essa metamorfose espiritual diz respeito a mudança de uma natureza pecaminosa para uma regenerada, pela graciosa ação do Espírito Santo: "Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram, eis que tudo se fez novo" (2Co 5.17).

    2. Atuando no processo de santificação - "Mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados... pelo Espírito do nosso Deus" (1Co 6.11). Um dos principais ministérios do Espírito Santo é a santificação. A transformação de uma vida de iniquidade para uma vida em santidade cumpre um processo sobrenatural, possível somente por meio do agir do Espírito Santo. É a partir deste processo que a santificação se inicia e o fruto do Espírito encontra lugar no coração do crente. O desenvolvimento deste fruto leva-o a um pleno crescimento espiritual e a uma dedicação sincera ao reino de Deus, pois daí se origina um novo caráter. "Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação" (1Ts 4.3a).

       3. Propiciando consolo - "E eu rogarei ao pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre" (Jo 14.16). Jesus sabia que, quando de Sua partida para o céu, seus discípulos se sentiriam órfãos, tomados por uma sensação de insuficiência, desfalecimento e incapacidade para caminhar. Desta forma, a fim de quietar os seus corações, Ele lhes promete outro consolador. A palavra "consolador", no original, significa "alguém que foi chamado para ficar ao lado de outro para ajudá-lo" (Bíblia de Estudos Pentecostal, pg 1601). Como os discípulos, os cristãos também podem contar com o consolo do Espírito Santo. Ele renova as forças e capacita o crente para o enfrentamento de obstáculos e hostilidades que se apresentam ao longo do caminho.

 Concluímos esse estudo revelando a importância primordial do ministério do Espírito Santo para o mundo, para a igreja, e em especial, para o cristão. Desde a ascensão de Cristo, a humanidade tem sido profundamente contemplada com essa magnífica presença que, continuamente, consola e doutrina os corações. Hoje, o Espírito Santo é a principal revelação da trindade em nosso meio. É evidente que, em todos os tempos e hoje, a trindade agiu e age na terra. No Antigo Testamento, percebeu-se claramente a manifestação do Deus Pai; nos Evangelhos nota-se a presença visível do Deus Filho; e, após Sua ascensão, há a presença constante do Deus Espírito Santo. Assim, a igreja não pode fechar os olhos para a importância do ministério do Espírito Santo de Deus.