25 junho 2012

DEIXANDO A OBSTINAÇÃO

Segundo dicionário Priberam da Lingua Portuguesa (Internet), OBSTINAÇÃO significa Teimar e persistir; não ceder; perseverar.

O objetivo desse estudo é ensinar com exemplos bíblicos, como a obstinação é um pecado que vigora em nossos dias e identificar as variáveis com respeito a murmuração, reclamação, desobediência, fofoca e etc. Mostrar também as consequências de tal pecado florescente nas igrejas e a possível libertação.
I Samuel 15.22,23

22 - Porém Samuel disse: Tem porventura, o SENHOR tanto prazer em holocaustos e sacrifícios como em que se obedeça à palavra do SENHOR? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar; e o atender melhor é do que a gordura de carneiros.
23 - Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e o porfiar é como iniquidade e idolatria. Portanto tu rejeitaste a palavra do SENHOR, ele também te rejeitou a ti, para que não sejas rei.
  • INTRODUÇÃO
Fomos chamados para dar frutos bons e permanentes (Jo 15.16). Infelizmente muitas são as gerações que passaram pela história do cristianismo deixando pegadas negativas de uma vida pautada na obstinação. Pior ainda é imaginar que não se trata de pessoas leigas quanto aos princípios do cristianismo, até porque o próprio conceito de obstinação já sugere que aquele que a pratica é conhecedor das normas e diretrizes, porém, não se deixa convencer do caminho certo e mantém-se persistentemente no ato de teimosia. Portanto, veremos como Deus enxerga a obstinação e que efeitos essa prática provoca na vida docrente.
  1. A OBSTINAÇÃO DESAGRADA A DEUS
A OBEDIÊNCIA é a chave para uma vida de sucesso. A orientação bíblica que recebemos é a de que devemos meditar na Palavra de Deus dia e noite, a fim de não nos desviarmos dela, trilhando assim, o caminho da obstinação (Js 1.8). Não adianta o crente envolver-se com incontáveis trabalhos em nome de Deus, julgamendo agradar-lhe, pois se nossa vida não estiver em conformidade com os preceitos bíblicos, este não é capaz de servi-lo.
 
    a - Deus dispensa holocausto

A Bíblia nos ensina que a oração dos obstinados de coração é abominável para Deus (Pv 28.9). Se assim é, tente imaginar como Ele enxerga o sacrifício oferecido por essas pessoas. O capítulo um do livro do profetga Isaías mostra a condição em que Israel se encontrava quando Deus manifestou sua Palavra em forma de julgamento. A acusação feita pelo próprio Deus contra o seu povo escolhido é de rebelião absoluta nascida de um coração ímpio e antinatural. Embora a mensagem do Senhor já tivesse sido transmitida por Amós e Oséias, a aquele povo obstinado não lhe dera ouvidos, e sua perversidade os conduzira a inúmeras infrações contra Deus. porém, continuavam cultuando e sacrificando em longos rituais que chamavam de "adoração". O resultado natural de tudo isso é que o Deus que os guiara continuava desconhecido pelo seu povo e a desgraça tomara conta de toda a nação. A pergunta de Samuel ainda ecoa nos dia de hoje: "Tem porventura o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrifícios?". Ainda há quem pense que rituais e tradições suprem a necessidade que temos de obedercer a Deus incondicionalmente.

    b - Deus reprova a oferta da hipocrisia
Saul não obedeceu a determinação de Deus: matou o povo mas poupou o rei Agague e o melhor do rebanho. A ordem era para que se destruísse totalmente os amalequitas e tudo o que eles possuíssem. Quando Samuel perguntou a Saul porque tinha desobedecido, ele alegou: "o povo tomou do despojo ovelhas e vacas, o melhor do interdito, para oferecer ao Senhor teu Deus em Gilgal" (1 Sm 15.21).

Sempre devemos ter em mente que andar no caminho dos Seus mandamentos é melhor do que qualquer forma de religiosidade exterior. Toda e qualquer atitude de devoção, formalidade e tradição religiosa não constituem em motivo para desobediência. O culto que agrada a Deus é uma expressão da vida de quem oferece (Gn 4.7). Deus se agradou de Abel e de sua oferta, diferentemente do que aconteceu com Caim. Todavia, o próprio Caim seria aceito caso procedesse bem. Isso quer dizer que Deus não aceita o que procede de um coração obstinado e desobediente, seja de que espécie for a sua oferta: cereal, verdura, dinheiro, ovelha, canções, serviços etc.

    2. A OBSTINAÇÃO É PECADO CONTRA DEUS
 Deus mandou Samuel falar a Saul sobre seu pecado - a desobediência. Foi um encontro dos mais dolorosos da vida de Saul: o rei, um homem culpado querendo esconder sua falta! Porém havia pecado e nenhuma justificativa sanaria esse erro. Aparentemente, o pecado de Saul não passava de um pequeno descuido, mas veja como Samuel classifica suas atitudes:

a - É como a feitiçaria - "Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria". 

Paulo mostra que a nossa viagem para o céu pode ser uma luta titânica entre a carne e o espírito (Gl 5.17). Quando o crente deseja ser vitorioso nessa luta, o que ele quer tem que ser derrotado pelo que Deus quer. "E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências" (Gl 5.24). A idolatria e a feitiçaria estão quase sempre aliadas e Samuel as coloca juntas no (v. 23). Naquela época as bruxas eram exterminadas (Ex 22.18; 1Sm 28.7-9). Deus proibiu que seu povo tivesse alguma relação com o que hoje denominamos "ocultimos" (Dt 18.9-14). O povo de Deus não devia buscar luz nas trevas! Talvez o melhor equivalente bíblico da palavra "ocultimo" seja a palavra adivinhação: "Adivinhação é a tentativa de decifrar a vontade dos deuses com o uso de técnicas de magia. Os pagãos criam que podiam usar a habilidade e o engenho humano para adquirir conhecimento dos deuses sobre certas situações" (Packer, Tenney e White, The Bible Almanac, p. 114-115). O adivinhador seria aquele que pensa poder jogar a revelação divina fora. Observe que o obstinado de coração também ignora as determinações de Deus, razão porque Samuel compara esse tipo de desobediência com a feiticiçaria. Baseados nesse conceito, podemos afirmar que estamos cervados pela feitiçaria! Homens que buscam seguir a própria vontade e achar o seu caminho estão fadados às trevas, pois se desviaram da luz de Deus.