20 agosto 2012

O ESPÍRITO SANTO NA OBRA DE JESUS

Atos 10.37-46 "37 - esta palavra, vós bem sabeis, veio por toda a Judéia, começando pela Galileia, depois do batismo que João pregou; 38 - como Deus ungiu a Jesus de Nazaré como o Espírito Santo e com virtude; o qual andou fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele. 39 - E nós somos testemunhas de todas as coisas que fez, tanto na terra da Judéia como em Jerusalém; ao qual mataram, pendurando-os num madeiro. 40 - A este ressuscitou Deus ao terceiro dia e fez que se manifestasse, 41 - não a todo o povo, mas as testemunhas que Deus antes ordenara; a nós que comemos e bebemos juntamente com ele, depois que ressuscitou dos mortos. 42 - E nos mandou pregar ao povo e testificar que ele é o que por Deus foi constituído juiz dos vivos e dos mortos. 43 - A este dão testemunho todos os profetas, de que todos os que nele crêem receberão o perdão dos pecados pelo seu nome. 44 - E, dizendo Pedro ainda estas palavras, caiu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra. 45 - E os fiéis que eram da circuncisão, todos quantos tinham vindo com Pedro, maravilharam-se de que o dom do Espírito Santo se derramasse também sobre os gentios. 46 - Porque os ouviam falar em línguas e magnificar a Deus.".
"Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com virtude; o qual andou fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele" (Atos 10.38). A exposição panorâmica da obra de Jesus na pregação de Pedro traz, em suas entrelinhas, a incontestável participação do Espírito Santo em sua realização.
É óbvio que o objetivo desse estudo não é diminuir o poder divino de Jesus Cristo, e sim, o de ressaltar o prazer de uma vida em comunhão com o Espírito Santo, pois o simples fato de ouvir falar desta comunhão pode mudar significativamente sua vida.
O Espírito Santo e os preparativos para a Obra de Jesus
O conjunto das providências capazes de determinar as precisas condições para Jesus iniciar sua obra fora cuidadosamente executadas pelo Espírito Santo. Para que uma obra seja bem feita, tanto o terreno como o operário precisam estar preparados.
Por meio das palavras do anjo Gabriel à Maria, é possível constatar que a participação do Espírito Santo na obra humana de Jesus teria uma procedência até mesmo antes do seu início (Lc 1.35). A presença do Espírito Santo na obra da geração de Jesus, ainda no ventre, é comprovada quando Isabel sente João Batista se movimentar em seu ventre, ao ouvir a saudação de Maria (Lc.141).
O Batismo de Jesus
É mais uma prova de que a participação do Espírito Santo em sua obra consiste em uma condecoração irrevogável. Por ser verdade, a Sua descida no Jordão sobre Aquele em que se cumpririam as profecias messiânicas, incide em um acontecimento fortemente confirmado nos quatro Evangelhos (Mt 3.16; Mc 1.9-11; Lc 3.21,22; Jo 1.29-34).
Para explicar o fenômeno ocorrido em Pentecoste, Pedro declara que a mesma promessa, recebida por Jesus, estava sendo derramada naquele momento (At 2.32,33). Mais adiante, ao relatar outra vez esta ação conjunta, desceu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam essa mensagem (At 10.37-44).
A provação de Jesus
 Os preparativos que antecederiam a obra de Jesus já estavam quase completos, porquanto Ele ainda enfrentaria um combate que duraria quarenta dias (Mc 1.13; Lc 4.2). Pelo que se tem registro, em forma humana, Jesus ainda não havia enfrentado o primeiro confronto direto contra seu arqui-inimigo. E como nenhum homem recebeu a incumbência de combater contra o poder das trevas sozinho, como o Cristo encarnado não foi indiferente: "Então, foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo Diabo" (Mt 4.1).
Evangelização
O Desempenho da obra ministerial de Jesus está tão unido à fiel participação do Espírito Santo que, até mesmo o seu prazer no andamento da obra, é resultante desta comunhão (Lc 10.21).
Aquele que pensa que a obra missionaria é realizada somente por meio de estratégias humanas, desconhece sua real dimensão. Quando Pedro apresenta o trajeto geográfico da obra de Jesus, ele deixa claro que tal ato teve a fiel participação do Espírito Santo (v. 38; Lc 4.1,14). Como confirmação, vemos o próprio Jesus dizer: "O Espírito do Senhor é sobre mim, pois que me ungiu para evangelizar..." (Lc 4.18a).
A verdade prática que se deve extrair daqui é que, se até mesmo Jesus foi conduzido pelo Espírito Santo às localidades onde deveria relaizar sua obra (Lc 4.14), com seus servos não será diferente (At 16.7).

 A declaração de Jesus de que o Espírito Santo O enviou para curar os quebrantados de coração (Lc 4.18) é confirmada em toda sua história terrena. E para nosso regozijo, a continuidade desta ação conjunta não teve fim. A razão é simples, basta ler a profecia de João Batista para entendermos: "Eu, em verdade, tenho-vos batizado com água; ele, porém, vos batizará com o Espírito Santo" (Mc 1.8).
Ao sabermos que é por meio de Jesus Cristo que recebemos o milagre da presença do Espírito Santo em nossas vidas (Jo 20.22), fica bem mais fácil compreendermos suas palavras quando diz: "Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará aos obras que eu faço e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai" (Jo 14.12; ler também os versículos 13 ao 17).
Até a tempestade lhe obedecia

Para a atuação em um ofício que exige perícia em sua execução, é indispensável que se tenha licença. Por ser verdade, a pergunta feita a Jesus: "Com que autoridade fazes isso? E quem te deu tal autoridade?", só não recebeu uma resposta plausível devido à falsidade de seus indagadores (Mt 21.23-27).
A Bíblia relata que a autoridade de Jesus sobre o poder das trevas estava ligada à participação do Espírito Santo (v. 38; Mt 12.22-28). Além disso, sua autoridade em ensinar (Jo 14.26; Mt 7.28,29), em perdoar (Rm 8.2; Jo 20.22,23; Mt 9.6) e em tudo quanto realizou entre os homens, consistiu nesta comunhão celestial.
O proposito de Jesus é salvar a humanidade
 A vinda do Filho de Deus ao mundo faz parte de um projeto resolutivo antigo (Ap 13.8; Gn 3). Mas o que e ignorado por muitos que se julgam estudantes da Bíblia, é que a participação do Espírito Santo na execução desse  plano consiste em uma verdade irrefutável ao longo das Escrituras Sagradas.
A Bíblia sempre deixa claro que o propósito da vinda de Jesus a este mundo é o de libertar o homem da maldição do pecado (v. 43). Assim, todo aquele que O recebe pela fé, torna-se herdeiro das promessas oriundas desse propósito (Jo 3.16; Gl 4.6,7).
Por mais cristocêntrico que seja a execução do plano em análise, a beleza de sua concretização e a magnificência do seu alcance também se encontram nos preceitos estabelecidos pelo Espírito Santo. Por esta razão, em se referindo aos benefícios desta lei, o apóstolo Paulo declara: "Porque a lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, me livrou da lei do pecado e da morte" (Rm 8.2).
 Para cumprir com o plano de aniquilar o pecado, Jesus só podia fazê-lo "pelo sacrifício de si mesmo" (Hb 9.26). Quanto a isso, muitos foram "testemunhas de todas as coisas que fez, tanto na terra da Judéia como em Jerusalém; ao qual mataram, pendurando-o num madeiro" (v. 39).
O cumprimento desta parte do plano eram composto de dois passos complexos, o de se manter imaculado mediante as tentações (Hb 4.15) e o de se entregar à dor da morte (Mt 26.38,39). Em razão disso, a esplendorosa participação do Espírito Santo foi de vital importância para Jesus, que, "... pelo Espírito eterno, se ofereceu a sim mesmo imaculado a Deus" (Hb 9.14).
A ressurreição de Jesus Cristo é a maior garantia de que os que nele crêem serão ressuscitados (1Co 15.12-23), pois o Espírito Santo, agente desse fenômeno, tem a incumbência de reproduzir o ato em todos os que Ele habita (Rm 8.11).
Quando Pedro declarou: "A este ressuscitou Deus ao terceiro dia e fez que se manifestasse" (v. 40), ele não se referia a algo que achava ter acontecido, mas, à magnifica experiência que Deus permitiu que testemunhasse (v. 41). Assim em se referindo ao efeito da comunhão entre a segunda e terceira pessoa da Trindade, o resultado foi glorioso (v. 44).

Concluimos então orando a Deus que este estudo não venha servir apenas de enriquecimento teológico, mas que também sirva de exemplo de como devemos proceder como corpo de Cristo (1Co 12). Amém
Fonte: www.adgo.com.br