13 novembro 2013

- Renunciando por amor a Cristo



Extraída do site www.jacuipenoticias.com

“Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas?” (2 Co 6.14).

Estudo
2 Coríntios 6.1-18

I.                  Introdução

A palavra ABNEGAR significa renunciar. Renunciar da própria vontade, desapego do interesse próprio, desprendimento de algo. Cada Cristão aprende isso diariamente através do Espírito Santo vivendo em sua vida e pela meditação na palavra de Deus, “Ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria, justa e piamente” (Tt 2.12). À medida que a nossa comunhão aumenta com Ele mais força temos para praticar a renúncia.
Extraída do site saberciencia.tecnico.ulisboa.pt

II.               Renunciando uma vida de má conduta

A.                Embora tenhamos recebido nossa justificação (Rm 2.8), isso não quer dizer que nunca poderemos perder nossa salvação. Dessa forma, Paulo adverte: “... exortamos a que não recebeis a graça de Deus em vão” (2 Co 6.1). Vejamos então como podemos adquirir prazer na abnegação por amor a Cristo, preservando o dom gratuito de Deus em nossas vidas:

1.                Por amor à Sua palavra

          “Não dando nós escândalo em coisa alguma, para que o nosso ministério não seja censurado” (2 Co 6.3).
Quando temos o verdadeiro amor por Deus e Sua Palavra, fazemos de tudo para agradá-lo, pois esse sentimento nos capacita a negarmos a nós mesmos (Fp 1.9, 10; Cl 1.24). Dessa forma, não viveremos uma vida de pecado e isso extinguirá os mais diversos escândalos que afastam os que não conhecem a verdadeira palavra de Deus do seu próprio Criador.

2.                Com obediência à palavra

“Antes, como ministros de Deus, tornando-nos recomendáveis em tudo: na muita paciência, nas aflições, nas necessidades, nas angústias, nos açoites, nas prisões, nos tumultos, nos trabalhos, nas vigílias, nos jejuns” (2 Co 6.4,5).
Em seu ministério, Paulo nos mostra como foi um exemplo para os cristãos sofrendo as várias prisões por estar desempenhando o seu papel. Sua obediência nos motiva, pois quão grande foi a sua abnegação para a propagação do evangelho de Jesus Cristo! (Fp 1.12-19).

3.                Uma conduta cristã aprovada

“Na pureza, na ciência, na longanimidade, na benignidade, no Espírito Santo, no amor não fingido, na palavra da verdade, no poder de Deus, pelas armas da justiça, à direita e à esquerda” (2 Co 6.6, 7).
O nosso testemunho, através do Espírito Santo vivendo em nós, influencia nossa maneira de viver que impactará pessoas a nossa volta, por isso a nossa conduta pautada na palavra da verdade fará com que a Glória de Deus seja exaltada (1 Pe 2.11, 12).
imagem extraída da internet

III.           Renunciando os maus relacionamentos

A.                Devemos constantemente observar se Cristo está no centro de nossas vidas, pois nossas escolhas e nossos relacionamentos serão guiados pelo o que é prioridade para nós. Por isso, Jesus diz: “Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome a sua cruz, e siga-me” (Mc 8.34).

1.                Jugo desigual

“Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis” (2 Co 6.14a)
O jugo desigual afeta o relacionamento com Deus, por isso é preciso ter cuidado com envolvimentos, tais como:

a)               Namoro

É o “envolvimento romântico com um incrédulo. Isso pela Bíblia está absolutamente e sempre será errado. Nosso amoroso Pai, que se deleita em abençoar, faz a seguinte pergunta ao coração: "Porventura andarão dois juntos, se não estiverem de acordo?”(Amós 3:3). Em 2 Coríntios 6:14 Ele dá este comando solene e inalterável a Seus queridos filhos: "Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis". Amado jovem! Se você realmente deseja uma vida e casamento felizes, sejam obedientes a Deus”[1].

b)               Casamento

(1)            É correto para um cristão namorar ou casar-se com alguém que não seja cristão?
Enquanto esta passagem não menciona especificamente o casamento, certamente tem implicações para o casamento. A passagem continua dizendo: “E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel? E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Porque vós sois o templo do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. Por isso saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; E não toqueis nada imundo, E eu vos receberei” (II Coríntios 6:15-17).
A Bíblia continua dizendo: “Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes” (I Coríntios 15:33). Ter qualquer tipo de relacionamento íntimo com um incrédulo pode rapidamente e facilmente se tornar algo que obstrua sua caminhada com Cristo. Somos chamados a evangelizar os perdidos, não a sermos íntimos com eles. Não há nada errado em construir amizades de qualidade com os incrédulos, mas isto é o máximo que se pode fazer. Se você estivesse namorando um incrédulo, como vocês dois poderiam cultivar intimidade espiritual dentro do casamento? Como um casamento de qualidade poderia ser construído se vocês discordassem no assunto mais importante do universo: o Senhor Jesus Cristo?[2]

c)                Sociedade

(1)           Deve um Cristão entrar em uma sociedade de negócios com um descrente?
A pergunta sobre se um Cristão deve começar uma sociedade empresarial com um descrente ou se a Bíblia proíbe um crente e um descrente de fazerem parte de uma sociedade é bem comum. O versículo mais citado é “Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas?” (2 Coríntios 6:14). Muitas vezes, esse versículo é interpretado como uma proibição dos Cristãos de se casarem com não cristãos. Esse versículo com certeza se aplica ao casamento, mas não há nada no seu contexto que o limite apenas ao casamento. Todos os tipos de “jugo desigual” são proibidos – casamentos, amizades íntimas, laços eclesiásticos e sociedades empresariais.
O comando implica que existe uma grande diferença entre um crente e um descrente. Geralmente falando, as motivações, objetivos e métodos de um Cristão são incompatíveis com os do mundo. A fé muda o caráter de um homem. A ambição mais elevada na vida de um Cristão deve ser a de glorificar ao Senhor Jesus e agradá-lO em todas as coisas; um descrente é, ao máximo, indiferente a tais ambições. Mesmo se parecermos ter muito em comum com um descrente, o nosso coração reside em um reino totalmente diferente.

2 Coríntios 6:14 então pergunta: “E que comunhão tem a luz com as trevas?” Dizem que as pessoas estão “em comunhão” quando compartilham algo. Sócios estão unidos de tal forma que precisam compartilhar coisas – o que pertence a um também pertence ao outro. Isso é o que “comunhão” quer dizer. Nosso conselho é de seguir as Escrituras e de evitar unir-se com os não– Cristãos. “Porventura andarão dois juntos, se não estiverem de acordo?” (Amós 3:3).[3]

d)               Amizades

(1)            É perigoso para os cristãos terem amizade profunda com incrédulos?
Existe um ditado popular que diz: “diga-me com quem andas, e te direi quem és”. Antes de associar-se a alguém e ter amizade com essa pessoa, procure observar como ela se comporta sozinha e em grupo, como ela fala, do que gosta, como age quando está sob pressão. Mesmo que se diga cristã, avalie se ela observa ou não a Palavra de Deus, se tem temor a Ele.
De maneira alguma estou fazendo apologia ao isolamento total ou à inimizade com os que não professam a mesma fé que nós. Não somos do mundo, mas vivemos nele. Trabalhamos e estudamos com pessoas que não conhecem os preceitos bíblicos. Devemos falar e testemunhar do amor de Jesus a elas! Todavia, conviver é uma coisa; estabelecer uma amizade profunda, outra, porque amizade implica comunhão de ideias e práticas.
O apóstolo Paulo advertiu: Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes (1 Coríntios 15.33). Por que ele disse isso? Porque o ser humano é um ser social. Seu comportamento é influenciado por aquilo que ele vê, ouve, admira. As pessoas com quem andamos, conversamos e a quem abrimos nosso coração exercem uma forte influência sobre nós. Se não tiverem compromisso com Deus, vão falar de coisas vãs ou más; coisas que ofendem a santidade do Senhor e que, com o tempo, corromperão os costumes cristãos que adquirimos em nossa convivência com nossa família e/ou a Igreja.
Quando o cristão fica mais exposto aos valores mundanos do que à Palavra e à presença de Deus, com o tempo acaba esfriando na fé, adquirindo os mesmos hábitos que os incrédulos, frequentando os mesmos lugares que estes, adotando o mesmo vestuário e falando da mesma maneira, sobre os mesmos assuntos, segundo os mesmos pontos de vista.
Normalmente, quando chega a esse ponto, significa que o cristão já perdeu a sensibilidade quanto aos malefícios que aquela influência mundana pode representar em sua vida; já se submete tranquilamente ao aconselhamento daqueles que não têm qualquer comunhão com Deus, em vez de ouvir a orientação do Espírito Santo. Perdeu o referencial certo, Jesus, e sucumbiu à degradação moral e espiritual.
Por tudo isso, afirmamos que o cristão não deve ter amizade íntima, profunda, com os incrédulos, para não ter sua comunhão com Deus rompida. O contato com eles deve restringir- se à convivência social, profissional, e com o intuito de apontar a salvação em Cristo Jesus.
O cristão pode e deve ouvir, orientar e ajudar quem não é cristão, representando Jesus para essa pessoa, pois foi chamado para ser sal da terra e luz do mundo. Contudo, não deve aconselhar-se com quem não tem os mesmos valores e estilo de vida que ele, especialmente com quem pratica a iniquidade e tem uma vida contrária à Palavra de Deus. Antes, deve aprofundar sua comunhão com a Igreja, mantendo um maior relacionamento com os irmãos em Cristo, ajudando um ao outro e sendo alimentados com a Palavra. E ao relacionar-se com os ímpios, o cristão deve ter sempre em mente o objetivo de demonstrar e pregar o amor de Deus, para que eles também conheçam o evangelho e possam cooperar com Cristo para a salvação de sua alma.[4]
Essas características de julgo desigual não permitem uma caminhada com o mesmo propósito. Enquanto o Cristão busca a retidão, o descrente segue a iniquidade. Se não soubermos administrar os nossos sentimentos, acabaremos num caminho contrário àquele proposto pelo Senhor (Fp 4.7).
extraído da internet

IV.            Renunciando o mundanismo

O mundo se opõe à vontade de Deus, e está pautado na cultura, valores e costumes contrários à Sua Palavra. O Cristão precisa amar a Deus sobre todas as coisas, na mente e no coração para que nada rompa seu relacionamento com o Senhor. “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele, porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo” (1 Jo 2.15-16).

1.                Somos templo de Deus

(1)            “E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Porque vós sois o templo de Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei e entre eles andarei, e eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo” (2 Co 6.16).
Que privilégio para nós sermos o templo do Deus vivo, pois no Antigo Testamento existia somente os feitos por mãos humanas. Se naqueles dias, ver profanado um templo físico, construído com tijolos e argamassa, era uma tristeza irreparável para o judeu, como não seria hoje, ver profanado o templo no qual o Espírito Santo habita? (1 Co 6.19).

2.                Somos separados

(1)            “Pelo que saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor, e não toqueis nada imundo.” (2 Co 6.17).
O fato de estarmos no mundo não evita que tenhamos contato com os incrédulos, e isso deve acontecer naturalmente para que o evangelho seja anunciado. Todavia, a comunhão precisa ser observada de maneira a não deixar que as influências retirem do servo de Deus a devoção pura e sincera a Cristo (Cl 3.5-10).

3.                Somos filhos de um Pai celestial

(1)            “e eu serei para vós Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-Poderoso” (2 Co 6.18).
Como é maravilhoso o amor de Deus por nós! Com seu grande poder e glória, ainda assim, volta-se para nós, dando-nos instruções para vencermos os inimigos que tentam nos destruir. Em sua oração a Deus, Jesus disse: “não peço que os tires do mundo, mas que os livre do mal” (Jo 17.15). Este deve ser o nosso maior conforto: saber que não importa o quão grande seja a nossa dificuldade, Ele jamais nos deixará (Jo 15.9).
extraído da internet

V.                Conclusão

Devemos ser a continuidade que Cristo plantou aqui na terra. Quando aceitamos a Ele como Senhor e Salvador das nossas vidas, abrimos mão da nossa própria vontade e egoísmo para sermos o povo que viverá para sua obra. “O qual se deu a si mesmo por nós para nos remir de toda a iniquidade, e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras” (Tt 2.14). Deus nos escolheu para fazermos a diferença, mostrar ao mundo que é possível abnegar-se das coisas mundanas para a Sua própria glória. Que possamos aprender com Jesus, com o seu grande exemplo de renúncia por amor ao ser humano, pois por nossa própria força nada conseguiremos fazer.
Amém.


[1] romance-namoro.blogspot.com/2013/03/jugo-desigual.htm
[2] leiaabiblia.blog.br
[4] www.verdadegospel.com (Pr. Silas Malafaia)

- O amor de Cristo nos incomoda

Imagem extraída da internet: www.oevangelhodejesus.com

"Porque o amor de Cristo nos constrange, julgando nós assim: que, se um morreu por todos, logo, todos morreram" (2 Coríntios 5.14)



O amor de Cristo nos incomoda à transformação de nossas vidas, segundo o Seu caráter. Cristo, em sua soberania, deu-se em sacrifício para nos reconciliar com Deus, proporcionando-nos vida eterna com Ele. Hoje, como resultado desse grande ato de reconciliação, somos constrangidos no amor de Cristo a continuar essa obra. Em virtude disso, vivemos em novidade de vida, numa constante busca pelo nosso aperfeiçoamento, baseados no exemplo que nosso mestre nos deixou, assumindo a identidade de legítimos embaixadores do Reino.

Estar constrangido a viver para o Senhor é estar empenhado a buscar as coisas que são do alto e cumpri-las com o propósito de agradar a Deus em todas as circunstâncias. No entanto, existem características indispensáveis a serem observadas para que se cumpra tal propósito:
  1. Primeira característica:

  • Estar conscientes de que não pertencemos à morada terrestre
           "Porque sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos da pare de Deus um edifício, casa não feita por mãos, eterna, nos céus" (2 Co 5.1).

           O apóstolo Paulo mostra aos coríntios que o corpo físico é apenas uma casa temporária que, ao perecer, recebe de Deus um lar eterno. Logo, somos constrangidos a viver para o Senhor, a fim de receber nosso lar celestial posteriormente. Isso não significa que devemos nos alienar do mundo, buscando apenas as coisas espirituais, mas sim, que devemos usar nossos recursos, de todas as espécies, enquanto casa terrestre, para conquistar coisas maiores na eternidade, pois cada um receberá "Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem ou o mal" (2 Co 5.10).

    2. Segunda característica:

  • Almejando estar para sempre com Ele
          "E, por isso, também gememos, desejando ser revestidos da nossa habitação, que é do céu; (2 Co 5.2).

           No contexto dos coríntios já era falado sobre a imortalidade da alma; mas os apóstolo dos gentios, Paulo, mostra que o propósito da imortalidade é superior, é o de viver sempre para o Senhor. Paulo não via a volta de Cristo como algo distante e sim como um evento que aconteceria ainda nos seus dias. Isso nos mostra que ele vivia preparado para tal encontro. Devemos viver de tal modo que nos permita desejar sua vinda logo, vivendo segundo o espírito: "Porque, se viverdes segundo a carne, caminhais para morte; mas, se pelo Espírito, mortificardes os efeitos do corpo, certamente, vivereis" (Rm 8.13).

    3. Terceira característica: 

  •  Buscando agradá-lo
           "Pelo que muito desejamos também ser-lhe agradáveis, quer presentes, quer ausentes" (2 Co 5.9).

           Nos é ensinado que devemos agradar ao Senhor, em todas as circunstâncias, e isso denota devoção total a Deus, que é uma das particularidades de quem vive para o Senhor. Temos o exemplo do servo mau e negligente, que é o que esquece ou teme assumir as responsabilidades que Deus o confiou: "receoso escondi na terra o teu talento; aqui tens o que é teu" (Mt 25.25). Entendemos que para agradar a Deus precisamos estar em constante exercício na Sua obra, porque enquanto servos temos contas a prestar ao nosso Senhor.
Imagem extraída da internet: portalmensageirodaultimahora.blogspot.com

"Ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por eles  morreu e ressuscitou" 

(2 Co 5.15).

O amor por si só é regenerador, traz à alma novas motivações e vivifica o espírito. O amor de Cristo vai além, justifica-nos de todo o pecado, libertando-nos das nossas prisões interiores, dando-nos maiores motivações e esperanças. Portanto, somos incomodados a viver em novidade de vida, sendo semelhantemente altruísta como Ele, deixando para traz o que nos afasta do Seu amor.

Somos impulsionados pelo seu amor, "Porque o amor de Cristo nos constrange, julgando nós assim: que, se um morreu por todos, logo, todos morreram" (2 Co 5.14).

Paulo lembra aos coríntios que é pelo amor de Cristo que somos constrangidos a viver em novidade de vida, pois "Ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si mesmo..." (v. 15). O amor de Cristo nos impulsiona a amar sua obra, vivendo em Seus propósitos, pois quando com Ele morremos, é para com Ele vivermos. Portanto, tornamo-nos sua imagem, conforme Colossenses 3.10: "e vos vestistes do novo, que se renova para o pleno conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou". Quando renascemos em Cristo, nosso caráter passou a refletir o Seu; e nesse elo de amor, somos constrangidos a sermos o que Ele requer de nós, vivendo agora segundo os seus propósitos.

O leitor é levado a recordar o sacrifício supremo que Cristo pagou e que os que O aceitam já não pertencem a si mesmos. "E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências" (Gl 5.24). Enquanto nascidos em Cristo, temos ambições que divergem das do mundo e, acima de todas elas, está o viver para o Senhor. Nosso foco está nas coisas do alto, denotando características sobremodo altruístas, pois, como está escrito "... Se alguém quer ser o primeiro, será o último e servo de todos" (Mc 9.35b). Assim, ainda que estejamos servindo aos homens nas coisas justas, é ao Senhor que servimos, como bem expressou Paulo: "... A Cristo, o Senhor, é que estais servindo" (Cl 3.24b).

"Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo" (2 Co 5.17).

A escritura nos mostra que, ao morremos para o mundo, morreu em nós tudo o que nos caracterizava como cidadãos do mundo, logo devemos andar como novas criaturas, posto que assumimos uma nova natureza espiritual. "Fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida" (Rm 6.4). É necessária uma nova posição mediante a isso. Como criaturas regeneradas em Cristo e mortas para o mundo estando em espírito, não somos mais controlados pela nossa natureza carnal. E para o cumprimento disso em nós, devemos adotar novas condutas e princípios, desfazendo-nos de velhos hábitos e assumindo as condutas de santos eleitos de Deus.
Ilustração extraída da internet: www.catholicprogrambank.com

A nova vida que o amor de Cristo nos proporciona requer de nós novos posicionamentos, tanto interiores quanto exteriores. Somos agora cidadãos do Reino de Deus e assumimos uma aliança com Cristo. É nosso dever representá-lo nesta terra, atentando com obediência para o ministério a que fomos conclamados.

"E tudo isso provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo e nos deu o ministério da reconciliação," (2 Co 5.18).

          Paulo tinha um cuidado com o rebanho de Deus, e isso testificamos através de suas cartas. O bom pastor rege seu rebanho com o propósito mantenedor, instruindo, ensinando, sendo um genuíno cuidador. Negando o viés de uma obrigação qualquer e rendendo-se à qualidade de seu pastoreado, se preciso for, o bom pastor entrega sua própria vida em prol do seu rebanho, a exemplo do que fez Jesus: "Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas ovelhas" (Jo 10.11). Por meio de Cristo, Deus reconciliou consigo a humanidade. Hoje somos eleitos embaixadores de Cristo, estando sobre nós a responsabilidade de representá-lo, conciliando com Ele os que ainda não fizeram, uma vez que está em nós a palavra da reconciliação (v. 19).

"De sorte que somos embaixadores da parte de Cristo, como se Deus por nós rogasse. Rogamos-vos, pois, da parte de Cristo que vos reconcilieis com Deus" (2 Co 5.20).

Somos representantes do Reino de Deus vivendo em outro reino, agindo com lealdade Àquele que nos enviou, cumprindo nossa missão segundo Seus princípios e ensinamentos. Nisso divergimos daquilo que o mundo prega ser comum, pois buscamos as coisas do alto, uma vez que nossos propósitos são os mesmos de Cristo, ou seja, propósito de paz e salvação.

À luz desse estudo, vimos que o amor de Cristo nos constrange a viver uma nova vida, onde somos impulsionados a nos entregar ao Senhor, testificando a todos que possuímos uma nova natureza. Este fato provoca em nós mudança de prioridades, motivações e hábitos (Cl 3.12, 13). Somos transformados e revestidos a fim de assumir nova posição na casa terrestre, posição de embaixadores em nome de Cristo, para o cumprimento de seu propósito de constante reconciliação com a humanidade.