24 julho 2014

- Quem é fiel no mínimo também é fiel no muito (Lucas 12.42-48)

Extraído do Google.com

A Fidelidade do Cristão

A fidelidade é medida por um conjunto de práticas e por uma entrega incondicional da sua vida ao Senhor.

O cristão fiel é, em primeiro lugar, um servo que se mantém firme; em segundo, sabe que, apesar de servo sem direito a qualquer reivindicação, o Senhor, pela sua grande misericórdia o recompensará. Basta estar na posição de servo.

Estar posicionado é não deixar seu posto de atuação, nem relaxar com relação aos deveres previamente estabelecidos. O texto diz: "... a quem o senhor pôs..." (versículo 42 de Lucas 12). Então o servo fiel é aquele que exerce a sua mordomia com prudência.

A expressão "mordomia" diz respeito ao cuidado responsável que devemos ter pelos recursos do Reino, e é desta forma que age o cristão fiel. Ele faz a vontade de Deus de maneira sensata e criteriosa, pois sabe que nada daquilo que está administrando vem de si mesmo (Tg 1.17). Antes de entregar tarefas aos seus servos, o Senhor os adverte da condição de que eles estão lidando com um Deus Santo (Ex 3.5; Js 5.15). Portanto, "maldito aquele que fizer a obra do Senhor fraudulentamente!" (Jr 48.10a).

O cristão feliz é aquele que sabe de suas obrigações. Sabe que, quando o Senhor voltar, for achado servindo de acordo com os critérios estabelecidos na Palavra. Infelizmente muitos estão criando seus próprios critérios. O servo de Deus precisa saber qual o seu dever e a função que o Senhor lhe confiou, para que possa exercê-la com dedicação (Rm 12.8). A felicidade do cristão está em conhecer a sua obrigação e cumpri-la.

O cristão fiel além de se manter na posição de servo, sabe agir com grandes responsabilidades. Nadabe e Abiú morreram porque levaram fogo estranho perante o Senhor (Nm 26.61). Quanto a isso, a Bíblia nos faz séria advertência: "Mas, se aquele servo disser em seu coração: O meu senhor tarda em vir, e começar a espancar os criados e criadas, e a comer, e a beber, e a embriagar-se, virá o Senhor daquele servo no dia em que o não espera, e numa hora que ele não sabe, e separá-lo-á, e lhe dará a sua parte com os infiéis" (versículos 45 e 46 de Lucas 12). O cristão fiel é responsável nas suas atribuições, pois sabe que, mesmo na ausência de seus líderes, ele está em todo tempo na presença do Seu Deus.

O cristão fiel, também sabe permanecer em constante vigilância, pois "Virá o Senhor daquele servo no dia em que o não espera, e numa hora que ele não sabe, e separá-lo-á..." (v. 46a). Vemos um exemplo de descuido na atitude das cinco virgens néscias que tentaram se preparar no último instante e não conseguiram entrar nas bodas do Cordeiro (Mt 25.10-13). Muitos cristãos deixaram as obrigações concernentes ao Reino de Deus em troca do prêmio deste mundo. Talvez estejam planejando fazer a obra do Senhor depois que conseguirem levar a termo todas as suas conquistas. Todavia, o momento do arrebatamento pegará de surpresa o crente descuidado, e a sua sentença certamente será: "... e lhe dará a sua parte com os infiéis" (v. 46b).

Nós cristãos, devemos esperar nossa recompensa como servo, por que a Bíblia diz que "tudo o que o homem semear, isso também ceifará" (Gl 6.7), por isso, uma recompensa, de acordo com o texto que estamos estudando, pode ser boa ou má. Se alguém semeou na carne, irá colher corrupção; se, no espírito, colherá vida eterna (Gl 6.8). Tanto o cristão fiel como o infiel receberá a sua justa recompensa. Assim, o cristão fiel deve sempre esperar com expectativa o valor do seu galardão. Assim diz a Palavra de Deus: "Em verdade vos digo que sobre todos os seus bens o porá" (v. 44). Todos nós almejamos este tipo de prêmio: herdar as riquezas celestiais. Mas Jesus disse que para isso é preciso renunciar às terrenas (Mt 19.21; Lc 14.33, Hb 11.24-26). Somente aqueles que forem fiéis na obra do Senhor poderão contar com este tipo de recompensa. (Mt 25.21).

O que acontece com o cristão infiel?

Conscientemente, ele sabe o castigo decorrente da sua desobediência. "E o servo que soube a vontade do seu senhor, e não se aprontou, nem fez conforme a sua vontade, será castigado com muitos açoites" (v. 47). Quem sabe o que se deve fazer e não faz, ou faz o que não se deve, está cometendo o pecado da desobediência. Por todos os meios, a vontade do Senhor é divulgada: na Escola Bíblica Dominical, nos cultos, nas reuniões de oração, e ainda deve-se levar em conta que todos os cristãos possuem uma Bíblia em casa. Se não fazem é porque são desobedientes, e o castigo para estes é a condenação eterna (Sl 9.17).

Ele também é castigado decorrente de sua omissão. "Mas o que a não soube, e fez coisas dignas de açoites, com poucos açoites será castigado..." (v. 48a). Essa é outra maneira de pecar contra o Senhor. Podemos denominá-lo de pecado da OMISSÃO. Nenhum cristão pode dizer que não conhece a vontade de Deus para a sua vida, uma vez que ela está explícita nas Escrituras. É óbvio que se o crente não se interessa em ler a Bíblia, não tem o costume de frequentar a Escola Bíblica Dominical e foge dos cultos doutrinários, vai, sem dúvida alguma, ficar alienado com relação à vontade de Deus para si; mas nem por isso deixará de ser culpado diante Dele.

O cristão infiel também é consciente das condições impostas naquilo que abraçou. "... E, a qualquer que muito for dado, muito se lhe pedirá, e ao que muito se lhe confiou, muito mais se lhe pedirá" (v. 48b). Quando oramos pedindo dons e talentos a Deus, nem imaginamos que estamos pedindo mais responsabilidades. Obviamente, isto não deve nos desanimar na busca por sermos cada vez mais usados por Deus. Mas estejamos convictos de que quanto maior for a capacidade, maior será a cobrança pelos resultados (Mt 25.16-18).

Se o Senhor nunca falou nada ao nosso coração e se nunca recebemos nenhuma incumbência do Espírito Santo para fazer a obra, então estamos isentos de qualquer responsabilidade; no entanto, toda atribuição que recebemos de Deus será requerida.

Concluímos mais um estudo onde a vida cristã exige compromisso e fidelidade para com aquele que nos chamou para sermos de Jesus Cristo (Rm 1.6). Esta fidelidade deve ser abrangente e completa. Não significa cumprir alguns requisitos como se estivéssemos comprando a benevolência do Senhor, pois e´,  na verdade, o cumprimento com as obrigações inerentes ao Reino de Deus.

Somos chamados para exercer a mordomia cristã com responsabilidade, prudência e perseverança. Que possamos exercê-la com fidelidade diante de Deus.